Deputado petista é condenado por dar golpes a credores.

Deputado petista é condenado pela justiça por tentar dar golpe em credores. Para se livrar de dívidas, ele pôs sua empresa em nome de um motorista que já morreu.


O deputado Rubens Otoni, tem sua trajetória política ligada aos movimentos populares, à luta pela democracia e justiça social. Participou da fundação do Partido dos Trabalhadores e foi membro de sua primeira comissão Executiva Nacional. Em Goiás, presidiu o PT em quatro ocasiões. Também exerceu dois mandatos de deputado estadual, que lhe deram amplo destaque pelos mecanismos e participação popular presentes no seu trabalho. Na Câmara Federal, chegou ao seu terceiro mandato com a votação histórica de 171.382 votos distribuídos em 245 municípios de Goiás. Sua postura firme e equilibrada, baseada na ética, no compromisso social, na participação popular e na defesa dos direitos de cidadania, garante-lhe um respaldo político cada vez maior. Além de professor universitário, é consultor jurídico, membro da Comissão de Constituição e Justiça e um dos relatores do projeto de reforma política. A biografia oficial do parlamentar com todos esses detalhes está disponível para consulta em seu site pessoal. Mas ela carece de uma pequena atualização.

Há duas semanas, a justiça condenou o deputado por transferir uma empresa afundada em dívidas para laranjas, e assim se livrar da responsabilidade de pagá-las. Em maio de 1998, quando já era um político em ascensão, Otoni transformou seu motorista em empresário devedor. João Rosa de Jesus, que foi funcionário da família do deputado por mais de 30 anos, tornou-se dono de uma empresa com débitos que hoje, corrigidos, podem ultrapassar R$ 300 mil. Ele morreu em 2006, vítima de um infarto, sem saber disso. Todas as tentativas da justiça de encontrá-los na sede da empresa para depor sobre o caso foram frustradas, por motivos óbvios. A única pista que se tinha dele era um endereço, que pertencia a uma antiga sede do PT de Anápolis. Sua Viúva, a empregada doméstica Perti Barbosa, de 53 amos, só não está na completa ruína financeira porque o tribunal, ao verificar a desonestidade da manobra, anulou a mudança no quadro societário da empresa. Hoje o patrimônio dela se resume a uma casa modesta em um bairro de baixa renda, que vale R$ 40 mil. “Ele foi capaz de fazer isso com a gente?”, disse Perti ao saber do caso pela reportagem.

A sentença do juiz Eduardo Sanches não deixa dúvida sobre a postura ética do deputado: “O réu utilizou-se de expediente ardiloso (simulação e fraude) para transferir as cotas da empresa para laranjas com o objetivo claro de não pagar as dívidas”. O deputado foi condenado a pagar uma multa que, corrigida desde o início da ação, em 1998, pode superar R$ 300 mil. Além de disso, o magistrado recomenda à Procuradoria-Geral da República uma investigação sobre o caso para verificar se a empresa do deputado cometeu outros crimes, como sonegação fiscal.

Opiniao do Blog:
Esta informação esta na página 80 da Revista Veja, edição 2237 (5/10/2011).
Este é o exemplo de ética, honestidade e moralidade tão propagado?

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