De presos políticos a políticos presos. Sera?


Milton Corrêa da Costa
Alguns foram presos políticos, agora são  políticos presos por corrupção e formação de quadrilha num julgamento democrático num estado de direito. As duras penas começaram a cantar no lombo de quem fraudou e desviou dinheiro público em prol de uma cínica e ousada manobra de um projeto político de perpetuação no poder, comprando votos no parlamento. Agora todos são “vítimas”.
Alguns se consideram até perseguidos políticos. Só que o perseguidor agora é o rigor da lei que pune quadrilheiros e corruptos, sob o relato e atitude exemplar de Joaquim Barbosa e outros ministros do STF que condenaram a quadrilha que colocou em risco a paz social.
O operador do vergonhoso e cínico esquema, Marcos Valério, já foi condenado ao regime fechado, com pena de 40 anos e multa. Deveria, como fez Roberto Jefferson, colocar logo a boca no trombone e contar a história completa. Os outros mensaleiros já sabem que vem mais penas pesadas no lombo, onde o recolhimento ao cárcere parece inevitável.
Só que são presos comuns, neste caso todos são iguais perante a lei. É como disse o ministro Celso de Mello, a quadrilha do mensalão, a do colarinho branco, não difere das quadrilhas de traficantes do Rio e de uma perigosíssima facção criminosa de São Paulo. “Profanadores da República”, disse o insigne ministro
O veredicto final está prestes a ser dado. Manifestações em contrário, como em diferentes épocas do regime de excecão, agora não têm respaldo popular. O Supremo Tribunal Federal deu o novo tom na moralidade pública. Que os políticos que ainda pretendam roubar o dinheiro público ponham suas barbas de molho e pensem duas vezes. A festa da corrupção e da impunidade acabou. A cadeia e o uniforme de prisioneiro os aguarda. O passado de ninguém, por mais virtuoso que tenha sido, não o exime dos crimes do presente. Cumpram-se a lei e as decisões do Supremo Tribunal Federal.

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