quinta-feira, 14 de junho de 2012

O bobo da corte..

Ou bobos...por que quando perguntaram seu nome ele disse: Legião, porque somos muitos.

E olha que um dia eu admirei estes caras. Pensei que eles pensassem. Pensei que eles eram diferentes. Agiam diferentes.
Hoje vejo com tristeza eles a mendigar atenção do poder.
Vejo como se renderam, como se venderam as tentações do vil metal.
Eles que poderiam dirigir, comandar, construir, libertar....resolveram unir-se ao opressor para oprimir mais ainda. Comos os porcos que preferiram ser homens, estes homens preferiram ser porcos.
Porcos a comer os restos, as migalhas do poder, porcos a aceitar a lama por um pouco de atenção.
De intelectuais reduziram-se a massa de manobra, a serem apenas bobos na corte de um estrangeiro.

Um comentário:

  1. Antigamente em um reino muito muito distante havia um rapaz, meio inteligente, tanto que foi chamado para ser o tutor do reino, ele viu que tinha poder de atrair pessoas de fazer amigos facilmente, um homem batalhador e ambicioso.Ele pensava nos tempos de aprendiz em mudar o mundo pensava como os que moravam do lado esquerdo do muro, que eram os mais humildes mas ricos em idéias e anseios coletivos, mas viu que não poderia mudar nada sem um tostão no bolso. Então decidiu continuar a luta, mas para a decepção dos seus amigos, ele escolheu um lado que nem combinava com ele, o lado direito, uma vez questionado, foi perguntado o porque dele estar do lado dos que usavam a camisa azul, o lado direito do muro, ele respondeu: porque tenho familia para cuidar, e não mais seu povo, houve uma revolução e de repente todas as pessoas que ele gostava que usavam vermelho e viviam do lado esquerdo conseguiram entrar na corte, ele não pensou duas vezes: acho que vou usar vermelho de novo amigos, esta é minha cor certa, vocês sabem que sempre foi e de repente, não mais que de repente, ele viu que não era mais a cor dele, porque ele viu que o senhor dos mantimentos tinha ideias melhores para a corte, eles usavam cores vermelhas, mas menos vermelha que as outras, eram amigos e sempre que o tutor escrevia no jornal, falava bem dele e mal do rei, mas não mais que de repente ele ficou amigo do amigo do rei e ele se disse sem lado, ficou do lado do que ele pensa. Mas eu me pergunto constantemente, se ele muda tanto o que pensa o que pensa o menino inteligente? ele pensa? ou pensa só em si? Como ele viu que a bandeira dele, era do partido do EU mesmo, ele decidiu fundar uma república no muro, pois sabia que não tendo lados ele poderia receber flores de todos, o problema é que o muro não é tão espaçoso e ele não se deu conta que pode cair. Hoje ele escreve para todos para os que são da corte e para os que tem acesso aos seus murísticos comentários, só que ele não vê que além do palácio, há ruas que não são olhadas, que há pessoas que são desamparadas pelo rei, ele não olha, só se importa que seu texto possua o bom uso do vernáculo (que nem é tão rico assim). Hoje aquele homem que teve várias posições critica quem tem alguma posição seja certa ou errada porque para ele o muro virou seu lugar cômodo onde ele pode ganhar flores do rei mesmo que as flores sejam murchas.
    Tenho pena daquele menino, ele poderia mais, hoje ele acha que o muro é a única verdade e que o rei vai dar suas flores merecidas...

    (uma história fictícia, sem compromisso com situações verídicas e principalmente, sem preocupação com o vernáculo burramente rebuscado para fingir inteligência, pois para mim inteligência é ser coerente com suas idéias.)

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