domingo, 13 de novembro de 2011

POVO PAGA O PATO DA FESTA DO FRANGO

Acompanhei o primeiro AVEFEST e fiquei muito empolgado com a idéia. Finalmente o setor produtivo de Santa Izabel teria uma vitrine local para expor sua produção. Mesmo achando, já naquela época, que o evento seria para os grandes produtores ou mesmo para os pequenos que sofrem uma dominação predatória dos grandes abatedouros de aves.
Agora com o advento do II AVEFEST percebemos a descaracterização da idéia inicial por dois motivos que vou abordar aqui. Primeiro para uma feira ser considerada produtiva ela precisa ser, acima de tudo, uma oportunidade de negócio para os produtores. É a chance de atualizar-se com novas técnicas, com novos equipamentos, contatar fornecedores e consumidores dos produtos, enfim, o sucesso da feira será medido pelo volume de recursos movimentados.
Segundo motivo: A feira deve ser gratuita, promovendo livre acesso para clientes, fornecedores, produtores, expectadores. A partir do momento que passa-se a cobrar o acesso a festa perde seu carater de feira, de promoção de negócios e passa ter um outro carater financeiro, nem que seja para pagar os custos. O que para mim é o cumulo do absurdo, você para movimentar a feira traz cantores e aparelhagens que vai atrair o publico que nao tá nem ai para a idéia da feira. O que acaba gerando custos, que darão lucros aos promotores dos eventos e pode deixar os produtores longe dos seus objetivos.

Então surge a pergunta: para que investir em algo que vai descaracterizar a feira? Será que o objetivo é promover a velha politica do "Pão e Circo" ? Gerar distração para o público? Promover o pré-candidato do Prefeito?

PRIVATIZAÇÃO DA PRAÇA PÚBLICA.
Para mim a idéia de promover o candidato do prefeito é tão explicita que o gestor municipal privatizou a praça pública, mesmo que temporariamente, cedendo o direito de todos os izabelenses de circularem pelo logradouro público para uso particular e com fins lucrativos de um determinado grupo. Isso é fato porque a praça estará fechada nos dias do AVEFEST. Quem zelará pela integridade deste patrimônio? Quem deu o direito ao prefeito de fazer tal concessão já que o bem púbico tem por fundamento ser INDISPONÍVEL ou seja, o prefeito nao pode fazer uso arbitrário de um bem coletivo. Participo das maiores feiras do estado do Pará (Redenção, Marabá, Paragominas) e ainda nao presenciei tamanha barbaridade.

Dizem que se você der o deserto do SAARA para um prefeito incompetente governar, em menos de quatro (04) anos vão estar importando areia para o deserto.

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