sexta-feira, 22 de agosto de 2014

Quem assiste o horário eleitoral...

De 19 de agosto até 2 de Outubro, em duas edições diárias, o horário eleitoral gratuito estará no ar, Rádio e TV.
Este horário gratuito para os candidatos mas parece que é um peso para os milhões de brasileiros. Goste ou não, pagaremos a conta.
A explicação é simples: como vivemos numa democracia – e a eleição é a melhor forma de exercê-la, pelo voto –, todos são obrigados a pagar por ela.
Em outras palavras, a democracia custa caro, mesmo em se tratando de uma democracia à brasileira que está longe de assegurar, na prática, o que promete no papel.
Por enquanto, falamos no horário eleitoral gratuito que é apenas um dos ingredientes da salada eleitoral. Mas um processo eleitoral envolve mil e uma demandas, doações pros candidatos, mimos e agrados pros senhores e senhoras, e muita logística para que tudo saia a contento.
Em resumo: uma campanha eleitoral é bilionária, e se repete a cada dois anos. 
E o pior dessa história é ter que aturar o maldito horário eleitoral, que se repete de segunda a sábado, de dia e de noite, pelos próximos dois meses. No qual os candidatos vão expor o que bem entenderem e prometer o que jamais vão cumprir. Um nome adequado para isso seria circo eleitoral.
A boa notícia é que o eleitor, do lado de cá, poderá a qualquer momento simplesmente desligar o aparelho de TV ou rádio. E mandar o político espertalhão ir berrar no deserto.
Como o voto aqui é obrigatório e facultativo, e, o cidadão terá que se dirigir no dia 5 de outubro a uma urna (que fica numa zona eleitoral) e votar nos candidatos da sua preferência. Estando fora do seu domicílio, terá que justificar. Do contrário, será multado pela Justiça Eleitoral.
Claro que alguns vão dizer que é preciso assistir, insistir e resistir para poder conhecer os planos, propostas e projetos dos candidatos. Será que dá para conhecer tudo isso no tempo reservado no horário eleitoral?


Um comentário:

  1. Infelizmente o conceito dos políticos brasileiros está em baixa -dada a corrupção desenfreada ( e todos sabem), onde a maior incidência.
    Já ventilou-se em nível nacional a não obrigatoriedade do voto. Se por acaso essa proposta viesse se concretizar, o país mais lucraria vendendo todas as urnas eletrônicas.

    ResponderExcluir