quarta-feira, 6 de março de 2013

Hugo Chavez: Morte de um populista.





A morte de Hugo Chávez esta tendo a repercussão de acordo como ele fez politica: chamando atenção.

Hugo Chávez foi um politico marqueteiro impressionante. Aproveitou-se da história do seu país para escrever sua própria historia na politica. Resgatou, deturpando é bem verdade, a historia politica da libertação da América Espanhola e auto intitulava-se o libertador “Simon Bolívar” quando chegou ao poder em 2009. Creio que nos seus últimos dias já se achava melhor que o próprio Bolívar.

Mas qual a diferença entre Simon Bolívar e Hugo Chávez

Simon Bolívar (1873-1830)
Hugo Chávez (1954-2013
  •  Prezava a liberdade e a Democracia
  •  Portador de grande intelectualidade.
  •  Liderou guerras de libertação que expulsaram os colonizadores.         
  •   Foi um líder de fato, inspirou seu exemplo para toda a América Latina.
  •    O bolivarismo foi uma doutrina de libertação.
  • Projeto de Tirano Obcecado pelo mandato ilimitado.
  • Militar conservador e pouco instruído.
  •  Era uma espécie de “Dom Quixote” Travando conflitos imaginários com o “Imperialismo Ianque”.
  •    O chavismo é uma doutrina populista que dolosamente agrega seguidores (Evo Morales, Rafael Correa, Cristina Kirchner, Lula E Dilma)
.
O que espero é que com a morte deste suposto líder, seus supostos liderados se desagreguem. Sumam. Desapareçam da América Latina.  Recorrendo a chuvas de petrodólares, domesticou milhões de eleitores sempre dispostos a reverenciar gigolôs da miséria e é claro que alguns vão tentar pegar carona neste populismo, mas sabemos que vai ser mais uma seita politica a agonizar nos novos tempos.

Como tantos demagogos populistas, Hugo Chávez se julgava imortal. Logo será apenas uma má lembrança. Simón Bolívar segue vivo no imaginário popular sul-americano desde o século 19. Daqui a alguns anos, o bolívar-de-hospício estará reduzido a um asterisco nos livros que contam a história da Venezuela. Ou nem isso.

segunda-feira, 4 de março de 2013

A diferença entre um Estadista e um politico qualquer..



Estadista ou homem de Estado, na definição de Houaiss, é pessoa versada nos princípios ou na arte de governar, ativamente envolvida em conduzir os negócios de um governo e em moldar a sua política; ou ainda pessoa que exerce liderança política com sabedoria e sem limitações partidárias.

Para Aristóteles, o que o estadista mais quer produzir é um certo caráter moral nos seus concidadãos, particularmente uma disposição para a virtude e a prática de ações virtuosas.
Em Tomás de Aquino, as virtudes e os valores cristãos são inseparáveis da prática política, do bom governo e da figura do rex justus. A cosmovisão do governante inclui felicidade em Deus, homens bons e virtuosos, abnegação cristã (diversa da abnegação republicana), amizade honesta, unidade, paz e comunhão social. O governante pio e virtuoso inspira súditos igualmente pios e virtuosos, pelos quais é amado. A natureza é tomada como modelo para o governo dos homens e o governante tem o papel ordenador análogo ao de Deus.

Já em Maquiavel, a condução do Estado é considerada uma arte, e o estadista, um autêntico artista. Para Maquiavel, assim como para Skinner e Merleau-Ponty, o estadista é adaptável às circunstâncias, harmonizando o próprio comportamento à exigência dos tempos. Sua virtù é a flexibilidade moral, a disposição de fazer o que for necessário para alcançar e perenizar a glória cívica e a grandeza - quer haja boas ou más ações envolvidas - contagiando os cidadãos com essa mesma disposição. O estadista é visto como simulador e manipulador da opinião pública ("a ação acusa mas o resultado escusa"), em uma sociedade acrítica e influenciável pelas aparências, constituída de indivíduos interessados exclusivamente em seu próprio bem estar. Mas a corrupção é vista como perda da virtù pelo conjunto dos cidadãos.

Tampouco, segundo Ortega, dever-se-ia confundir um político e um intelectual. Um político é aquele que se ocupa; intelectual aquele que se preocupa. Ou se vem ao mundo para fazer política ou para elaborar definições, mas não ambas as coisas, pois a política é clara no que faz, no que consegue, mas é contraditória na sua definição.

Normalmente ocorre de o estadista ser incompreendido, pois se preocupa com o longo prazo e toma decisões impopulares a curto prazo, enquanto a maioria dos políticos preocupa-se com resultados imediatos de suas ações. Assim se diz que:
- O estadista se preocupa com a próxima geração e o político com a próxima eleição.
Já, um biógrafo de Alexander Hamilton, diz que o estadista pratica a política da colmeia, ao passo que os “políticos” praticam outra política – a política da abelha. No primeiro tudo se subordina ao interesse coletivo. Nos segundos, tudo se subordina ao interesse individual.

O indivíduo com uma missão criadora  é radicalmente diverso do indivíduo sem missão alguma. Virtudes convencionais (honradez, veracidade, escrúpulos) não são típicas do político, que costuma ser propenso a certos vícios - desfaçatez, hipocrisia, venalidade. Portanto, diz Ortega, não se deve medir o grande homem político pela escala das virtudes usuais, pois a grandeza, inevitavelmente, vem acompanhada de suas próprias baixezas.

Mirabeau é venal, mentiroso, cínico, pouco escrupuloso, mas isso não o impede de ser, segundo Ortega, um dos grandes políticos da História - por sua visão política certeira (elemento "que distingue o político do simples... governante"), por sua intuição, pela habilidade em unir interesses contrários e por sua perspectiva política central que é fazer do Estado um instrumento a serviço da nação.

É Por isso que Lincoln vai ser sempre lembrado, pois foi um estadista que se preocupou com a próxima geração, enquanto que Lula, Fraco até na comparação dos filmes, passará pela história como um presidente que direcionava suas ações(assistencialismo, conchavos politicos) focado na próxima eleição.

Poucas e contundentes palavras: prefeito municipal expoe os "erros administrativos" do seu antecessor.



Todo cidadão que fizesse a mínima avaliação sem comprometimento da gestão anterior perceberia que se tratava de um governo fraco, sem expressão, incompetente em todos os sentidos.

O descaso com que era tratada a coisa pública se fazia evidente nas ruas, nas repartições publicas, no trato com os cidadãos em todas as esferas do poder municipal.

O secretariado escolhido pelo gestor durante os seus dois mandatos eram fracos e sem expressão. Quase nada produziram pela cidade que pudesse merecer um destaque, uma nota, um elogio.

Não existia no prefeito anterior um líder, um gestor com a mínima capacidade administrativa. Estava no poder somente por ter sido eleito. Seus compromissos com o povo - feitos no palanque – foram esquecidos durante seu mandato. Seja por má fé nas promessas, seja por incompetência na realização.
Fica claro que “Dormia a nossa pátria mãe tão distraída, sem perceber que era subtraída em tenebrosas transações”.

Sabíamos que a gestão anterior era incompetente, não sabíamos que ela era corrupta.

Transações que agora vem à tona trazidas pelo prefeito municipal em discurso de abertura dos trabalhos na câmara  de vereadores de Santa Isabel onde o mesmo soltou o verbo. Munido de documentos comprobatórios denunciou as diversas irregularidades realizadas pelo seu antecessor que vão desde superfaturamento de obras e serviços públicos, passando por contratações irregulares de empresas, obras mal realizadas e tantas outras.

O discurso veio na hora e no local certo. O prefeito já teve tempo para avaliar o rombo deixado pelo antecessor, esta a par das irregulares e principalmente sabe agora a dimensão do trabalho que terá que realizar para consertar os erros do (indi) gestor passado e com isso resgatar a credibilidade do prefeito junto ao povo.

Os nossos legisladores agora estão a par da situação, esperamos que se posicionem e atuem para que ocorra esta retificação administrativa e moral em nossa cidade.

O povo já fez sua parte e disse não a este descaso, a toda a incompetência que se instalou no poder por oito anos dizendo não ao sucessor do incompetente.

O Nosso gestor demonstra toda a coragem de um líder para expor as mazelas, os desmandos, às irregularidades cometidas pelo seu antecessor de forma clara, documentada e o mais importante: sem usar isso para justificar nada. O trabalho de semear novos tempos já começou retirando a sujeira deixada em nosso solo.

Espero sinceramente que ministério publico responda aos anseios populares e dentro da lei venha garantir que esta corja possa pagar pelos erros que cometeu.

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

2014 esta chegando....


Não é que o meu calendário tenha ficado maluco ( por falar nisso vocês sabem onde foram parar os calendários de parede?).

É que, uma vez concluído o processo eleitoral que escolheu prefeitos e vereadores agora é hora das articulações voltarem com mais força, digo voltarem pois sabemos que muitos dos eleitos estão comprometidos com candidatos a deputados, senadores e ao governo.


Por aqui se fala que a Chapa derrotada nas eleições municipais, para quem não lembro, Evandro Watanabe e Carlinho Cancela, virão como candidatos a Deputados estaduais. Se antes eles dividiram o mesmo palanque agora serão concorrentes também entre si.

Serão candidaturas interessantes:

a) Um ex-vice prefeito, ex-candidato derrotado a deputado (sem ter os votos computados) que mais uma vez tentará a Legislatura Estadual.

b) E um candidato a prefeito que teve a maior rejeição da história politica de Santa Izabel do Pará, que agora está em outro partido, uma vez que entre os tubarões do partido no qual concorreu a prefeitura municipal ele é apenas um peixe pequeno.

Não acredito que o Tony Lisboa virá a candidato a Deputado estadual depois do resultado que teve na última eleição e se considerar a votação que teve para vereador, na qual precisou de ajuda da legenda para entrar.

O que a população anseia e precisa é que tenhamos um representante na Assembléia Legislativa que possa nos representar com eficiência e dignidade, seja ele izabelense ou não.

Será uma eleição interessante.

Redução de salários dos Vereadores...



O vereador Cleber Rabelo (PSTU) (Belém - Pará) propôs a redução do salário dos vereadores e a extinção do ticket alimentação destinado aos gabinetes dos vereadores, atualmente na ordem de 14 mil reais, segundo o vereador. Na proposta do parlamentar, discutida no sábado(23), no plenário da Câmara, Cleber estabelece 8 (oito) salários mínimos como base salarial aos vereadores e, aumento de acordo com o reajuste salarial de um operário especializado.

OPINIÃO:
A proposta, se fosse séria, seria louvável. Porém sabemos que os vereadores não vão reduzir seus próprios salários e sei também que o próprio vereador que fez a proposta não acredita que será levada a sério.
Perde a câmara que poderia dar um belo exemplo de desprendimento (risos).
Perde o povo que terá que bancar os vereadores e suas regalias.
Ganha o vereador que propôs pois o marketing é grátis e será usado como capital político nos próximos palanques.

Valha-nos quem.

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

PT: 10 anos, 13 erros.




Senhoras e senhores, eu aproveito esta oportunidade, oportunidade extremamente emblemática, já que o Partido dos Trabalhadores festeja os seus 33 anos de existência e uma década de exercício de poder à frente da Presidência, e ocupo esta tribuna para emprestar-lhes hoje alguma colaboração crítica.
Confesso que o faço, Srª Presidente, neste momento, completamente à vontade, haja vista uma cartilha largamente distribuída hoje, especialmente produzida pela legenda para celebrar a ocasião festiva. Nela, de forma incorreta, o PT trata como iguais as conjunturas e realidades absolutamente diferentes que marcaram os governos do PSDB e do PT.
Ao escolher comemorar o seu aniversário falando do PSDB, o PT transformou o nosso partido no convidado de honra da sua festa. Eu aceito o convite, Srªs e Srs. Senadores, senhoras e senhores que nos ouvem, até porque temos muito o que dizer aos nossos anfitriões.
Apesar da cantilena salvacionista onipresente na pretensa saga de partido redentor do Brasil moderno, é justo assinalar algumas ausências importantes na celebração petista. Nela não estão presentes a autocrítica, a humildade e o reconhecimento. Essas, senhoras e senhores, são algumas das matérias-primas fundamentais do fazer diário da política e que, infelizmente, parecem estar sempre em falta na prática de nossos adversários.
Mas, afinal – e essa é a grande questão –, qual é o PT que celebra aniversário hoje? O que fez do discurso da ética durante anos a sua principal bandeira eleitoral ou o que defende em praça pública os réus do mensalão?
Qual é o PT que faz aniversário hoje, Senador Pedro Taques? O que condenou com ferocidade as privatizações conduzidas pelo PSDB ou aquele que as realiza hoje sem qualquer constrangimento? O que discursa defendendo um Estado forte ou aquele que coloca em risco as principais empresas públicas nacionais, como a Petrobras e a Eletrobrás?
O Brasil, ilustre Líder Aloysio, clama por saber qual PT aniversaria hoje: o que ocupou as ruas lutando pelas liberdades ou aquele que, no poder, apoia ditaduras e defende o controle da imprensa? O PT que considerava inalienáveis os direitos individuais ou aquele que se sente ameaçado por uma ativista cuja única marca é a sua consciência? (Palmas.)
A verdade, senhoras e senhores, é que hoje seria um ótimo dia para que o PT revisitasse a sua própria trajetória, não pelo espelho do narcisismo, Senador Luiz Henrique, mas pelos olhos da História, até porque, ao contrário do que tenta fazer crer a propaganda oficial, o Brasil não foi descoberto no ano de 2003.
Onde esteve o PT, senhoras e senhores, em momentos cruciais que ajudaram o Brasil a ser o que é hoje? Como já disse aqui mais de uma vez, todas as vezes em que o PT teve que optar entre o Brasil e o PT, o PT ficou com o PT.
Foi assim quando negou a Tancredo seu apoio no Colégio Eleitoral para garantir o nosso reencontro com a democracia. Foi assim quando renegou a Constituição Cidadã de Ulysses, ilustre Senador Jarbas Vasconcelos, quando se eximiu de qualquer contribuição à governabilidade do Governo Itamar e quando se opôs ao Plano Real e à Lei de Responsabilidade Fiscal. Em todas essas vezes, em todos esses instantes, o PT optou pelo projeto do PT.
Fato é, ilustre Presidente José Sarney, que, com muita honra, adentra este plenário, que, no governo, eles deram continuidade a inúmeras políticas criadas e implantadas pelo Presidente Fernando Henrique. E fizeram isso sem jamais reconhecer a enorme contribuição dada pelo Governo do PSDB na construção das bases que permitiram importantes conquistas alcançadas, muitas delas no atual período de Governo.
No governo, senhoras e senhores, ou na oposição, temos tido as mesmas posições. Não confundimos convicção com conveniência. Nossas convicções não nos impedem de reconhecer, inclusive, que nossos adversários, ao prosseguirem com ações herdadas do nosso Governo, alcançaram, sim, alguns avanços importantes para o Brasil. Da mesma forma, são elas, as nossas convicções, que sustentam as críticas que fazemos aos descaminhos da atual gestão federal.
Srªs e Srs. Senadores, a Presidente Dilma Rousseff chega à metade de seu mandato longe de cumprir as promessas da campanha de 2010. Há uma infinidade de compromissos simplesmente sublimados. A incapacidade de gestão se adensou, as dificuldades aumentaram e a verdade é que o Brasil parou. Os pilares da economia estão em rápida deterioração, colocando em risco conquistas que a sociedade brasileira logrou anos para alcançar, como a estabilidade da moeda.Senhoras e senhores, sei que a grande maioria dos Senadores e das Senadoras conhece as dezenas de incongruências deste Governo, que tem feito o Brasil adernar em um mar de ineficiência e de equívocos, mas o resultado do conjunto da obra, surpreendentemente, é bem maior do que a soma de suas partes.
Nos poucos minutos de que disponho hoje, gostaria de convidá-los, aos membros desta Casa, aos membros do Parlamento, aos cidadãos e cidadãs brasileiros que nos acompanham neste instante, gostaria de convidá-los a percorrer comigo treze, apenas treze dos maiores fracassos e das mais graves ameaças ao futuro do Brasil produzidos pelo Governo que hoje comemora dez anos. E confesso que não foi fácil reduzir a apenas treze esses fracassos.
O primeiro deles, o comprometimento do nosso desenvolvimento. Tivemos senhoras e senhores, um biênio perdido, com o PIB per capita avançando o minúsculo 1%. Superamos em crescimento, na nossa região, apenas o Paraguai. Um quadro inimaginável alguns poucos anos atrás.
Em segundo lugar, a paralisia do País, o PAC da propaganda e do marketing. O crítico problema da infraestrutura permanece absolutamente intocado. As condições de nossas rodovias, nossos portos e aeroportos nos empurram para as piores colocações nosrankings mundiais de competitividade. Repito, o Brasil está estagnado, o Brasil está parado. São raríssimas as obras que se transformaram em realidade e extenso o rol das iniciativas que só têm servido à propaganda governamental.
Em terceiro, o tempo perdido, a indústria sucateada. O setor industrial, Presidente Sarney, que tradicionalmente costuma pagar os melhores salários e induzir a inovação da cadeia produtiva, praticamente não tem gerado empregos e, agora, começa a desempregar, como mostrou o IBGE. Estamos voltando, numa velocidade muito grande, àquilo que éramos nos anos JK: meros exportadores de commodities.
A queda da indústria em 2012, relativa a 2011, chegou a 1,4%.Vou ao quarto item e peço as desculpas às senhoras e aos senhores por estarmos tratando de forma tão superficial,mas a intenção das Bancadas de oposição nesta Casa é tratar, é dissecar, é aprofundar cada um desses temas nas próximas semanas, convidando, inclusive, o Governo para que aqui possa estabelecer o contraditório.
Mas o PT – e a grande verdade é esta – jamais valorizou a estabilidade da moeda. Na oposição, combateu ferozmente o Plano Real, e o resultado é que temos hoje inflação alta, persistentemente acima da meta, com baixíssimo crescimento. Quem mais perde – nós sabemos – são sempre os mais pobres.
Em quinto lugar, a perda de credibilidade do País. A famosa, cantada já em verso e prosa, contabilidade criativa. A má gestão econômica – esta é a verdade – obrigou o PT a malabarismos inéditos e a manobras contábeis que estão jogando por terra a credibilidade fiscal duramente conquistada pelo País nas últimas décadas. Para fechar as contas, instaurou-se o uso promíscuo de recursos públicos do caixa do Tesouro, de ativos do BNDES, de dividendos de estatais, de poupança do Fundo Soberano e – pasmem! – até do FGTS dos trabalhadores. Recorro, ilustre Presidente Agripino Maia, ao insuspeito Ministro Delfim Netto, figura respeitada por todos nós e próximo conselheiro da Presidente da República, que, publicamente, afirmou – abro aspas para o ilustre conselheiro da Presidente, ao referir-se a essa maquiagem contábil:Trata-se de uma sucessão de espertezas capazes de destruir o esforço de transparência que culminou na magnífica Lei de Responsabilidade Fiscal, duramente combatida pelo Partido dos Trabalhadores, na sua fase de pré-entendimento da realidade nacional, mas que continua sob seu permanente ataque.A quebra de seriedade da política econômica produzida por tais alquimias não tem qualquer efeito prático, mas tem custo devastador.
O sexto ponto que destaco aqui hoje diz respeito à destruição do patrimônio nacional, à derrocada da Petrobras e ao desmonte das estatais. Em poucos anos, senhoras e senhores, a Petrobras teve perda brutal no seu valor de mercado. É difícil para todos nós, da minha e de outras gerações, compreender, com nosso orgulho de brasileiros, como a Petrobras pode valer hoje menos que a empresa petroleira da Colômbia.
Como o PT conseguiu, Srª Presidente, destruir as finanças da maior empresa brasileira em tão pouco tempo e de forma tão nefasta? E outras empresas estatais – e isto é grave – vão pelo mesmo caminho. Escreveu, há poucos dias, o grande economista José Roberto Mendonça de Barros – e para ele também me permito abrir aspas: “Não deixa de ser curioso que o governo mais adepto do Estado forte desde Geisel tenha produzido uma regulação que enfraqueceu tanto as suas companhias.”
Essa é mais uma das mais graves contradições do Governo do PT.Em sétimo lugar, chamo a atenção para aquilo que posso chamar do eterno País do futuro: do mito da autossuficiência e a implosão do etanol. Todos se lembram, eu pessoalmente me lembro com absoluta clareza, de que o PT alçou a Petrobras e a descoberta do pré-sal à posição de símbolos nacionais.
Anunciou em 2006, com a mão suja de óleo, que éramos autossuficientes na produção de petróleo e combustíveis. Pouco tempo depois, porém, não apenas somos importadores de derivados, como compramos etanol dos Estados Unidos. Portanto, senhoras e senhores, a lista é extensa.
Passo ao oitavo tópico, a absoluta ausência de planejamento nas gestões do Governo e o iminente risco de apagão. No ano passado, inúmeros especialistas, muitos deles próximos ao Governo, apontavam que o Governo Dilma foi salvo do racionamento de energia pelo péssimo desempenho da economia. Mas sabemos que o risco permanece.
E esse risco, Sr. Presidente, Sras e Srs. Senadores, só não é maior porque o parque termoelétrico herdado da gestão de Fernando Henrique Cardoso e tão combatido naquele instante pelo PT está funcionando com sua capacidade máxima.
A correta opção da energia eólica padece com os erros de planejamento do Governo do PT. Usinas prontas em várias partes do País não operam simplesmente, Deputado Imbassahy, porque não dispõem de linhas de transmissão. Esqueceram o essencial. A disputa, hoje, dentro do Governo é saber de qual órgão público é a responsabilidade por tamanho descalabro administrativo.
Em nono, quero citar aqui um tema, Senador Pedro, recorrente nesta Casa, o desmantelamento da Federação, os interesses do País permanentemente subjugados a um projeto de poder. O Governo vem adotando – e aqui já tive oportunidade de denunciar isso em outras ocasiões, e outros companheiros nossos fizeram o mesmo – uma prática perversa, que visa fragilizar Estados e Municípios, com o objetivo de retirar-lhes autonomia e fazê-los curvar-se sempre diante do poder central.
Caminhamos numa velocidade extraordinária para nos transformarmos num Estado unitário.
E outra gravíssima questão é a de que o Governo Federal não assume, como seria de sua responsabilidade, o papel de coordenador das discussões vitais para a Federação, como aquelas que envolvem as dívidas dos Estados, os critérios de divisão do FPE e osroyalties do petróleo, assistindo passivamente, como se nada tivesse com essa questão, à crescente conflagração entre regiões e entre Estados brasileiros.
E o Brasil, Srªs e Srs. Senadores, carece cada vez mais de políticas regionais efetivas; não de mais propaganda, mas de políticas que possam permitir um efetivo olhar generoso para as regiões menos desenvolvidas, em especial para o Nordeste. Eu abro aqui um parêntese para dizer que, se faltam medidas efetivas do Governo para diminuir a agrura do povo nordestino, que vive uma das maiores secas de sua história, poderiam, quem sabe, pelo menos consolar-se momentaneamente se tivessem contado lá com a presença da Senhora Presidente da República, o que até hoje não aconteceu.
Em 10º, Srªs e Srs. Senadores, Srªs e Srs. Deputados, refiro-me à insegurança pública e ao flagelo das drogas. Talvez muitos Parlamentares que aqui estão se surpreendam, mas, certamente, muitos que nos ouvem hoje se surpreenderão em saber que, apesar da maciça propaganda oficial, 87%, repito, senhoras e senhores, 87% de tudo que é investido em segurança pública no Brasil vêm dos cofres municipais e estaduais e apenas, Deputado Rodrigo Maia, 13%, dos cofres da União. E os gastos – isto é mais grave ainda – são decrescentes e insuficientes.
No ano passado, apenas 24% – eu chamo atenção e quero frisar este número – apenas 24% dos R$3 bilhões previstos no Orçamento para a segurança pública foram efetivamente investidos, isso a despeito de, entre 2011 e 2012, a União já ter reduzido em 21% seus investimentos em segurança pública, uma inaceitável omissão numa área absolutamente vital não apenas mais para os que vivem nas grandes metrópoles ou nas cidades grandes, mas também em todos os rincões deste País.
E um dos efeitos mais nefastos dessa omissão é a alarmante expansão do consumo decrack no País. E abro aqui, mais uma vez, um parêntese para registrar a corajosa postura que o Governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, vem tendo nessa matéria.Chego, senhoras e senhores, ilustre Líder Alvaro Dias, ao 11º ponto que destaco nessa difícil seleção de apenas 13 fracassos: o descaso na saúde e a frustração na educação.
O Governo Federal, Senador e Presidente Renan Calheiros, impediu, através da sua Base aqui no Congresso Nacional – se lembrará o Líder Agripino Maia –, que fosse fixado um patamar mínimo de investimento em saúde pela esfera federal. O descompromisso e as sucessivas manobras com investimentos anunciados e não executados na área agridem milhões de brasileiros.
Enquanto os Municípios têm que dispor de 15% da sua receita, os Estados, 12%, para investir em saúde, o Governo Federal, que maior parcela de receitas acumula, negou-se a contribuir, mesmo que num processo paulatino, com 10% das suas receitas para esse grande flagelo para a população mais pobre brasileira que é a qualidade da saúde pública.
E na educação não é muito diferente, acontece o mesmo. O Governo do PT herdou a universalização do ensino fundamental, mas foi incapaz de elevar o nível da qualidade em sala de aula. Li recentemente em importante veículo de comunicação que, das 6 mil novas creches prometidas pela Presidente na campanha de 2010, no final de 2012, apenas 7 – apenas 7 – haviam sido entregues.
O 12º ponto que julguei oportuno elencar e trazer aqui, à discussão desta Casa, diz respeito a algo essencial à democracia. O mau exemplo: o estímulo à intolerância e o autoritarismo.
Setores do PT – e afirmo isso, com absoluta clareza, desta tribuna – estimulam a intolerância como instrumento de ação política. Tratam o adversário como inimigo a ser abatido. Tentam, já tentaram por vários momentos, e volto a falar no assunto, cercear a liberdade de imprensa. E para tentar desqualificar as críticas, atacam e desqualificam os críticos, numa tática eminentemente autoritária.Para fugir do debate democrático, transformam em alvo aqueles que têm a coragem de apontar os seus erros. A grande verdade é que o governo petista não dialoga, Senador Renan Calheiros, com esta Casa, mantendo-a subordinada aos seus interesses e conveniências, reduzindo-a à mera homologadora de medidas provisórias.
Por fim, Senhoras e Senhores, chego ao 13º ponto, para homenagear o aniversariante de hoje. A defesa dos maus feitos: a complacência com os desvios éticos.
O recrudescimento do autoritarismo e da intolerância tem direta ligação com a complacência com que setores do petismo lidam com práticas que afrontam a consciência ética do País. Os casos de corrupção se sucedem, paralisando áreas inteiras do Governo.Não falta quem chegue a defender em praça pública a prática de ilegalidades sob a ótica de que os fins justificam os meios.Ao transformar a ética em componente menor da ação política, o PT presta enorme desserviço ao País, em especial às novas gerações.Senhoras e Senhores, a grande verdade é que nesses 10 anos o PT está exaurindo a herança bendita do governo do Presidente Fernando Henrique.
A ameaça da inflação, a quebra da confiança dos investidores e o descalabro das contas públicas são exemplos de crônica má gestão. No campo político, não há mais espaço para tolerar o intolerável.É intolerável, senhoras e senhores, a apropriação indevida de rede nacional de rádio e televisão, para que o Governante possa combater adversários e fazer proselitismo eleitoral. É intolerável o Governo brasileiro receber de representantes de um governo amigo do PT informações para serem usadas contra uma cidadã estrangeira em visita ao nosso País. Diariamente, Srªs e Srs. Senadores, assistimos serem ultrapassados os limites que deveriam separar o público e o partidário.
E não falo apenas, Senador Renan, de legalidade, falo de legitimidade.
Vejo que há quem sente falta da oposição barulhenta e, muitas vezes, irresponsável feita pelo PT no passado. Pois digo às senhoras e aos senhores, com absoluta clareza, não seremos e nem faremos esta oposição. Agir como o PT agiu enquanto oposição faria com que fôssemos iguais a eles.
Não somos.
Não fazemos oposição ao Brasil e aos brasileiros, jamais fizemos. Tentando, mais uma vez, dividir o País entre nós e o eles, entre os bons e os maus, o PT foge do verdadeiro debate que interessa ao Brasil e aos brasileiros.
Como construiremos, senhoras e senhores, as verdadeiras bases para transformarmos a administração diária da pobreza em sua definitiva superação?
Como construiremos as bases para um desenvolvimento verdadeiramente sustentável e solidário para com todos os brasileiros?
A essa altura, parece ser esta uma agenda proibida sem qualquer espaço no governismo. Até porque, senhoras e senhores, se constata aqui o irremediável: não é mais a Presidente quem governa. Hoje, quem governa o Brasil é a lógica da reeleição.

Muito obrigado.”

Senador Aécio Neves,
Senado Federal, 20 de Fevereiro de 2013 

OPINIÃO DO BLOG: O texto fala por si. A analise cronológica deste governo que sob um manto de assistencialismo, corrompe toda a estrutura econômica, politica e ética de nosso país. 

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

Sobre Incoerências....e burrice.


"Raça de víboras e hipócritas! Como podem pedir que uma nação recolha suas pedras, enquanto permanecem armados até os dentes?!" Augusto Branco


Acusam-nos de sermos incoerentes, pois antes criticávamos a gestão e hoje fazemos parte dela. Gostaria de esclarecer a estes analistas, de forma bem didática, que: 
a) A gestão mudou. 

b) Criticávamos o governo passado não somente porque eramos oposição. Nossa critica era sobre sua incompetência e não sobre sua posição de governo, nosso alvo era sua postura como governo que não atendia os anseios populares.

c) Apoiamos o projeto do Dr. Gilberto e Dr. Cadinho, participamos de suas discussões, acreditamos e apoiamos suas idéias e projetos antes, durante e depois da campanha, e tendo a oportunidade de fazer parte da execução fomos incluídos no governo para podermos contribuir com nossa cidade.

Como parte integrante e atuante do governo sabemos das mazelas que foram encontradas, sabemos das dificuldades de ação, sabemos do tamanho do desafio e estamos contribuindo para resolvermos tais problemas.

Não estamos calados, estamos trabalhando.

Aos que pensam que nos calamos,
Aos que pensam que nos vendemos,
Aos que pensam que estamos cegos,
Aos que pensam que ficamos burros,

Gostaria de dizer a vocês que representam o passado, que representam uma gestão fracassada e corrupta, para vocês que não constroem nada, para vocês que não tem coragem nem de mostrar a cara nas redes sociais - se escondem atras de perfis falsos -, para vocês que não conseguem fazer uma analise coerente da mudança politica e serem capazes de entender que em 50 dias de governo ainda não é possível realizar tudo, mas que estamos trabalhando...quero dizer a vocês que estamos aqui, trabalhando para todos, semeando novos tempos, dando nossa contribuição e sendo coerentes com o projeto que ajudamos a criar.


Imagens do Abandono do Patrimônio Histórico

Hoje foi dia de lutarmos pelo patrimônio Histórico izabelense. Visitamos a centenária escola SILVIO NASCIMENTO. E Infelizmente o que vi...