segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Sobre Passaros e ninhos...


Um Passaro vermelho que havia perdido seu ninho em uma antiga união com um passaro branco/verde se uniu a um passaro amarelo para tentar reconstruir seu lar.
O novo lar se efetivou, mesmo que a contribuição do passaro vermelho tenha sido insignificante, pois o mesmo nao construiu um unico comodo no novo lar.
Agora que o lar estar pronto a pergunta que todos fazem...amarelos e vermelhos:
- Existirá lugar para este passaro-camaleão, que ora esta vermelho, ora esta azul...e por hora está amarelo?
Como será a convivência desses passaros tão antagonicos?

Cortesia...Lá e cá.

Vejo com um certo temor sociológico a guerra entre policiais e parte da população paulista. A reação de grupos armados matando policiais indiscriminadamente mostra que o governo não tem o controle do que os seus homens fardados fazem com a lei durante suas rondas, suas abordagens, principalmente por vielas e ruas escuras da periferia.
A população em geral nao confia na policia. A população da periferia aprendeu a temer a policia. Quantos moradores das periferias brasileiras já nao presenciaram as diversas formas de abuso de poder, excesso de poder, desvio de poder executado por parte dos homens que deveriam defender a lei? Eu já vi morador ser espancando só porque demorou a levantar para ser revistado.
Sou contra a guerra, mas entendo como uma reação aos abusos. Condeno a guerra assim como condeno todo tipo de abuso.
 
Mas enquanto em SP grupos armados atiram na polícia, aqui em nossa cultura papa-chibé a postura é outra.
 
Sabado a noite observei uma cena curiosa se repetindo pelo menos duas vezes. Aconteceu o seguinte:
A viatura para em frente a um bar no Bairro Novo, o proprietário saí e entrega uma coca-cola dois litros e alguns copos para um dos militares. A viatura segue em frente e para no bar ao lado. Desta vez o dono do bar pede a um cliente que vá entregar a coca-cola aos policiais que a recebem e saem. Mesmo sendo mais de uma hora da manhã, mesmo o som estando alto, ninguém desceu da viatura, pediu para abaixar o som ou coisa assim.
 
Aí eu pensei:
- Cortesia é isso aí.

sábado, 10 de novembro de 2012

O PT não é uma quadrilha.


Demétrio Magnoli – O PT não é uma quadrilha


Fernando Haddad está cercado por José Dirceu e Paulo Maluf. Sobre Dirceu, aparece a palavra “condenado”; sobre Maluf, “procurado”. Contaminada pelo desespero, a propaganda eleitoral de José Serra não viola a verdade factual, mas envereda por uma perigosa narrativa política. O candidato tucano está dizendo que eleger o petista equivale a colocar uma quadrilha no comando da Prefeitura paulistana. A substituição da divergência política pela acusação criminal evidencia o estado falimentar da oposição no País e, mais importante, inocula veneno no sistema circulatório de nossa democracia.
Demóstenes Torres foi expulso do DEM antes de qualquer condenação, quando se patenteou que ele operava como despachante de luxo da quadrilha de Carlinhos Cachoeira. José Dirceu foi aclamado como herói e mártir pela direção do PT depois da decisão da Corte Suprema de uma democracia de condená-lo por corrupção ativa e formação de quadrilha. O mensalão é um tema legítimo de campanha eleitoral e nada há de errado na exposição dos vínculos entre Haddad e Dirceu. A linguagem da política, contudo, não deveria confundir-se com a linguagem da polícia.
Dirceu permanece na alta direção petista, pois é um dos artífices de uma concepção da política que rejeita a separação entre o Estado e o partido. No mensalão, a imbricação Estado/partido assumiu o formato de um conjunto de crimes tipificados. Entretanto, tal imbricação se manifesta sob as formas mais diversas desde que Lula subiu a rampa do Palácio do Planalto. O código genético do mensalão está impresso no movimento de partidarização da administração pública, das empresas estatais, dos fundos de pensão, dos sindicatos, das políticas sociais e da política externa, conduzido ao longo de uma década de lulismo triunfante. Na linguagem da política, Dirceu figuraria como símbolo da visão de mundo do lulopetismo. Mas a campanha de Serra não é capaz de escapar ao círculo de ferro da linguagem policial.
A Interpol define Paulo Maluf como um foragido da Justiça. Lula e Haddad não se limitaram a firmar um pacto eleitoral com o partido de Maluf, mas peregrinaram até a mansão do fugitivo para desempenhar o papel abjeto de cortejá-lo como liderança política. Faz sentido divulgar, no horário de campanha, as imagens da macabra confraternização. Todavia, uma vez mais, seria indispensável traduzir o evento na linguagem da política, que não é a da Interpol.
Maluf é um caso extremo, mas não um ponto fora da curva. Lula e o PT insuflaram uma segunda vida aos cadáveres políticos de Fernando Collor, Jader Barbalho, José Sarney, Renan Calheiros e tantos outros. As alianças recendem a oportunismo, um vício menor, mas a extensão da prática exige uma explicação de fundo. O paradoxo aparente do encontro entre “esquerda” e “direita” é fruto de um interesse compartilhado: a continuidade da tradição patrimonial de apropriação da “coisa pública” pela elite política. As “estranhas alianças” lulistas funcionam como ferramentas para a repartição do imponente castelo de cargos públicos na administração direta e nas empresas estatais. Até hoje o Brasil não concluiu o processo de criação de uma burocracia pública profissional. Na linguagem da política, a confraternização de Lula e Haddad com Maluf ajudaria a esclarecer os motivos desse fracasso. Mas a propaganda eleitoral de Serra preferiu operar em outro registro.
A campanha do tucano oscila entre os registros administrativo, moral e policial, sem nunca sincronizar o registro político. De certo modo, ela é um reflexo fiel da falência geral da oposição, que jamais conseguiu elaborar uma crítica sistemática ao lulopetismo. Entretanto, nas circunstâncias produzidas pelo julgamento do mensalão, a inclinação oposicionista a apelar para a linguagem policial tem efeitos nefastos de largas implicações. Na democracia, não se acusa um dos principais partidos políticos do País de ser uma quadrilha.
O PT não é igual à sua direção eventual, nem é uma emanação da vontade de Dirceu ou mesmo de Lula. O PT não se confunde com o que dizem seus líderes ou parlamentares em determinada conjuntura, nem mesmo com as resoluções aprovadas nesse ou naquele encontro partidário. Embora tudo isso tenha relevância, o PT é algo maior: uma história e uma representação. A trajetória petista de mais de três décadas inscreve-se no percurso da sociedade brasileira de superação da ditadura militar e de construção de um sistema político democrático. O PT é a representação partidária de uma parcela significativa dos cidadãos brasileiros. A crítica ao partido e às suas concepções políticas não é apenas legítima, mas indispensável. Coisa muito diferente é tentar marcá-lo a fogo como uma coleção de marginais.
O jogo do pluralismo depende do respeito à sua regra de ouro: a presunção de legitimidade de todos os atores envolvidos. Nas democracias, eleições concluem-se pelo clássico telefonema em que o derrotado oferece congratulações ao vencedor. Em 1999, após o terceiro insucesso eleitoral de Lula, o PT violou a regra do jogo ao desfraldar a bandeira do “fora FHC”. Serra ficou longe disso dois anos atrás, mas seu discurso de derrota continha a estranha insinuação de que a vitória de Dilma Rousseff representaria uma ameaça à democracia.
Agora, na eleição paulistana, a propaganda do tucano sugere que um triunfo de Haddad equivaleria à transferência da Prefeitura da cidade para uma quadrilha. Na hipótese de derrota, como será o seu telefonema de domingo à noite?
Marqueteiros designam ataques ao adversário eleitoral pela expressão “propaganda negativa”. O rótulo dos vendedores de sabonete abrange tudo, desde a crítica política fundamentada até as mais sórdidas agressões pessoais. O problema da campanha de Serra não está no uso da “propaganda negativa”, mas na violação da regra do jogo. Não é assim que se faz oposição.
Demétrio Magnoli – do site Estadao
SOCIÓLOGO, DOUTOR EM GEOGRAFIA HUMANA PELA USP.
E-MAIL: DEMETRIO.MAGNOLI@UOL.COM.BR

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Julgamento do Mensalão: dez conclusões.


Opinião: Essas conclusões foram tiradas pelo resultado da votação que representa o entendimento dos ministros do STF.
A primeira conclusão é alvo de negativas de todos os envolvidos, desde o ex-presidente até alguns de nossos ilustres representantes.
Uma das maiores lideranças do PT e super-ministro do Governo Lula foi julgado, considerado culpado e chefe do esquema corrupto/corruptor.
O Partido que formou-se e por muitos anos vendeu a imagem de baluarte da moralidade publica cometeu o vergonhoso ato de articulação para compra de votos.
Eis o Brasil dos vermelhos hipócritas.

sábado, 3 de novembro de 2012

E o vermelho permanece...vermelho de vergonha.


Depois da Condenacao






Dizem que na politica não existem amizades duradouras e nem inimizades eternas.

Talvez a amizade eterna entre Marcos Valério e os quadrilheiros começou a ruir quando foi estabelecida sua condenação com pena de mais de 40 anos de prisão.

A certeza da prisão do corrupto, coisa rara, fez com que sua língua ficasse mais solta. Ainda não completamente, por enquanto trata-se de ameaças veladas. 

Claro que os quadrilheiros não estão parados vendo o barco afundar. A estrategia agora consiste taxar o STF de um tribunal de excecao.

E a dita delação premiada...a quem beneficiara? Terá ele coragem para dizer tudo o que sabe? 


Imagens do Abandono do Patrimônio Histórico

Hoje foi dia de lutarmos pelo patrimônio Histórico izabelense. Visitamos a centenária escola SILVIO NASCIMENTO. E Infelizmente o que vi...