quinta-feira, 25 de julho de 2013

Idiotas Virtuais


Ser uma pessoa analógica em uma sociedade pós-moderna é algo no mínimo inusitado ou seria atrasado? Está bem, podem me chamar de procrastinado. Porém, pensando bem, até que eu gosto dessa ideia de revolução tecnológica, não posso negar que faço parte desse sistema de robôs, máquinas e internet sendo apenas um banco de dados e nada mais.

Se de um lado houve um extensivo processo de evolução tecnológica, do outro houve um retrocesso no mínimo racional da espécie humana, melhor dizendo verdadeiros idiotas. (Ainda não se sentira ofendido). Até que os Astronautas estão certos ao dizer: “Desde a idade da pedra a era moderna a raça humana ainda é o que era; A evolução da espécie não foi tão grande assim; É fácil perceber - olhe pra você e pra mim”.

O processo de inclusão digital conhecido como o acesso democrático das tecnologias, está incluindo cada vez mais pessoas nesse campo de digital, porém esqueceu-se de alfabetizá-las. Contudo, é notória a enxurrada de imbecis que estão com as tecnologias em suas mãos disseminando porcarias nenhum pouco aproveitável. Claro, são imbecis, ou seja, pessoas ignorantes, sem cultura e conhecimento de nada.

Bem, não vamos discutir com os idiotas virtuais, afinal de contas são eles donos da verdade e não ousemos se quer desqualificá-los ou contrariá-los. Seria de grande relevância que os idiotas soubessem que não existe uma verdade absoluta e o que tudo é questionado. Pronto, já podem começar a me agredir virtualmente . Na falta de bons argumentos, eles preferem a agressão ao ponto de denegrir até mesmo o caráter ou a conduta do outro.

Os idiotas não distinguira a liberdade de expressão com libertinagem de expressão. É preciso respeitar a liberdade de expressão, caso contrário ao desrespeitar o direito dos outros comparamos à anomalia intelectual e a volta à barbárie. Com o ápice da libertinagem de expressão, os idiotas se espalham feito pragas no mundo cibernético com uma total irresponsabilidade e com implicância pessoais.

Deve-se porém relevar pois esses idiotas estão em pleno processo de "alfabetização" e quando são introduzidos nesse mundo virtual veem informações tão mais fáceis/acessíveis em pouco tempo, que abandonam os livros, e logo deixam coisas mais importantes para estarem na frente do computador. Outros não tem limites sobre o que colocam nesse mundo, ou quanto se expõem.

quarta-feira, 17 de julho de 2013

Acabou a lua de mel com Dilma.




De acordo com a pesquisa Datafolha, publicada pelo jornal "Folha de S. Paulo", depois de três semanas de manifestações de rua em todo o país, a presidente Dilma Rousseff foi a pré-candidata que mais perdeu apoio na corrida pelo Planalto. A intenção de votos caiu até 21 pontos percentuais. Embora ela ainda lidere a disputa de 2014, a queda indica que hoje ela teria de enfrentar um segundo turno.
O antecessor de Dilma, Luiz Inácio Lula da Silva, se mostrou bem mais resiliente à insatisfação geral dos eleitores com os políticos.  Além de ter perdido só dez pontos percentuais, o petista ainda ganharia no primeiro turno a eleição hoje em um dos cenários apresentados. Há um crescente movimento dentro do PT que pede a volta de Lula em 2014
O Datafolha foi à ruas na quinta e na sexta-feira. Entrevistou 4.717 pessoas em 196 cidades. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.
O cenário hoje mais provável para a sucessão inclui Dilma, Marina Silva (Rede), Aécio Neves (PSDB) e Eduardo Campos (PSB). Nessa simulação, a petista tinha 51% das intenções de voto nos dias 6 e 7 deste mês. Agora, desceu para 30%. Esse é o mesmo percentual da aprovação de seu governo, apurada no mesmo levantamento e divulgada ontem pela Folha.
Nesse mesmo cenário, Marina Silva subiu de 16% para 23%. Aécio Neves foi de 14% para 17%. Campos oscilou de 6% para 7%.
Os três adversários juntos pularam de 36% para 47%. Nessa hipótese, seria realizado um segundo turno entre a petista e Marina.
Impressiona o aumento de eleitores sem candidato --que dizem não saber quem escolher ou que afirmam votar em branco, nulo ou nenhum. No início do mês, eram 12%. Agora, são 24%.
No outro cenário no qual Dilma aparece como candidata é incluído também o presidente do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa --que tem negado intenção de disputar eleições.
Nessa hipótese, a petista tem 29% e há três nomes empatados em segundo lugar: Marina (18%), Aécio e Joaquim (15% cada um). Campos pontua 5%.
Lula é testado em duas simulações. Numa delas, vai a 45%. Nesse cenário, Marina, Joaquim, Aécio e Campos somam juntos 43% e ficam empatados tecnicamente com o ex-presidente. Haveria possibilidade de segundo turno.
Em outra cartela, quando o nome de Joaquim não é incluído, Lula tem 46% contra 37% de Marina, Aécio e Campos somados -aí o petista venceria no primeiro turno.
No geral, é possível dizer que os votos perdidos por Dilma foram, em parte, herdados por Marina e Joaquim. Um outro segmento de ex-dilmistas preferiu fazer um "pit stop" no grupo dos que não têm candidato. Aécio e Campos não se beneficiaram da desidratação de Dilma.
Outro indicador duro com a atual presidente é na pesquisa espontânea, aquela na qual o entrevistado não é confrontado com uma lista de nomes. A petista já havia caído de 35% para 27% de março para o início de junho. Agora, bateu em 16%. Lula se manteve estável, com 6%. Joaquim Barbosa, que nunca aparecia na pesquisa espontânea, surge com 2%.
Há oscilações nas intenções de voto quando se comparam as taxas do interior do país e de áreas urbanas. Dilma vai melhor no interior. (FERNANDO RODRIGUES)
Com informações da "Folha de S. Paulo".

segunda-feira, 15 de julho de 2013

Come a minha sopa, mas só sabe...


A respeito dos últimos acontecimentos no mundo virtual, a respeito da arte de só saber reclamar ou ver defeitos - dominada bem por muitas pessoas - e, para encerrar o assunto que há tanto me aborrece, deixo uma crônica do Rubem Alves. 
"Sou feliz pelos amigos que tenho. Um deles muito sofre  pelo meu descuido com o vernáculo. Por alguns anos ele sistematicamente me enviava missivas eruditas com precisas informações sobre as regras da gramática, que eu não respeitava, e sobre a grafia correta dos  vocábulos, que eu ignorava. Fi-lo sofrer pelo uso errado que fiz de uma palavra no último “Quarto de Badulaques”. Acontece que eu, acostumado a conversar com a gente das Minas Gerais, falei em “varreção” – do verbo “varrer”. De fato, trata-se de um equívoco que, num vestibular, poderia me valer uma reprovação. Pois o meu amigo, paladino da língua portuguesa, se deu ao trabalho de fazer um xerox da página 827 do dicionário, aquela que tem, no topo, a fotografia de uma “varroa”(sic!) ( você não sabe o que é uma “varroa”?) para corrigir-me do meu erro. E confesso: ele está certo. O certo é “varrição” e não “varreção”. Mas estou com medo de que os mineiros da roça façam troça de mim porque nunca os vi falar de “varrição”. E se eles rirem de mim não vai me adiantar mostra-lhes o xerox da página do dicionário com a “varroa” no topo. Porque para eles não é o dicionário que faz a língua. É o povo. E o povo, lá nas montanhas de Minas Gerais, fala “varreção” quando não “barreção”.O que me deixa triste sobre esse amigo oculto é que nunca tenha dito nada sobre o que eu escrevo, se é bonito ou se é feio. Toma a minha sopa, não diz nada sobre ela mas reclama sempre que o prato está rachado."

sexta-feira, 12 de julho de 2013

Marginais não, Marginalizados.


Só quem vive na pele o sentimento de ser invisível para a sociedade, para o estado organizado e até para a mídia sabe o que é ser marginalizado.

A seleção que é feita em nossa sociedade para ver quem merece destaque, ou a forma  maniqueísta do destaque que será dado, pois enquanto uns são taxados de heróis da sociedade, outros são os bandidos.

O Estado que abandona que não nos trata como cidadãos, que nos exclui de ter vez e voz usando como critério nossa localização geográfica na periferia da cidade.

Não quero aqui rivalizar com ninguém no que diz respeito ao abandono legal, a dor da perda ou ser vitima de injustiça.
Quando um policial morre, em qualquer circunstância, ele é automaticamente promovido a herói e ganha destaques nas capas dos jornais. 

Quando um morador da periferia morre, a primeira ação dos hipócritas preconceituosos é relacionar periferia com criminalidade, perguntar: “ele tinha passagem pela polícia”?.

Isso é ser marginal? Não, isso é ser marginalizado.

Somos marginalizados nos postos de saúde, nas escolas sucateadas da periferia, na falta de saneamento básico;

Somos marginalizados nas oportunidades de empregos, na mídia e na mentalidade hipócrita da classe média.

Somos marginalizados por não termos areas de lazer em bairros como SANTA LUCIA, BAIRRO NOVO HORIZONTE, JARDIM MIRAÍ, BAIRRO NOVO...e nossos jovens não podem sair na rua a noite pois são confundidos com criminosos pela policia que devia protege-los.

Somos marginalizados quando nós tornamos vitimas de todo tipo de agressão policial, que vai desde um simples olhar atravessado, a uma revista humilhante, as agressões físicas e psicológicas.

Somos marginalizados quando um viciado, que também é policial militar, vai até a periferia é mata covardemente um jovem de 15 anos de idade “Sem passagem”.


Somos marginalizados por um estado corrupto, por sua mentalidade tacanha e até mesmo por que não conhecemos os meios de deixar a margem social e tomar o centro, mesmo na marra, como cabe aos desfavorecidos.