quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Os moralistas calaram-se.

Dizem que os que menos possuem honra são os que mais insistem em defende-la. Dizem que os que gritam muito é porque nao tem nada a dizer. Dizem ainda que todos os que se calam perante a injustiça é porque pactuam com o opressor.
Diante destes dizeres, neste momento de analisar os reflexos da politica nacional nos ditos idealistas da moralidade, ética e honestidade politica de nosso recanto municipal, concluo que os mesmos:
Calaram-se.
Como os que não tem nada a dizer.
Como os envergonhados por estarem envoltos na lama da qual sempre se posicionaram como incapazes de sujarem-se.
Os defensores da estrela - vermelha de vergonha - nao sabem o que dizer perante os escandalos semanais do governo que defendem, que sustentam, do qual se beneficiam.
Já tentaram culpar a imprensa, a qual taxaram de "Golpista" "Defensora dos interesses burgueses". Só que contra os fatos não se tem com o que argumentar.
Ministros afastados por corrupção. Ministros afastados por incompetência. Funcionários fantasmas. Assessores que exigem propinas para conceder registro a um sindicato legal.
Já não dá para contar em uma única mão o numero de ministros que cairam.
E aos moralistas, capachos desta corja vermelha, coube apenas o silêncio. O silêncio da confissão de culpa, o silêncio do consentimento, o silêncio dos que foram desmascarados.

terça-feira, 29 de novembro de 2011

Sobre Política e Jardinagem - Rubem Alves


De todas as vocações, a política é a mais nobre. Vocação, do latim "vocare", quer dizer chamado. Vocação é um chamado interior de amor: chamado de amor por um ‘fazer’. No lugar desse ‘fazer’ o vocacionado quer ‘fazer amor’ com o mundo. Psicologia de amante: faria, mesmo que não ganhasse nada.

‘Política’ vem de polis, cidade. A cidade era, para os gregos, um espaço seguro, ordenado e manso, onde os homens podiam se dedicar à busca da felicidade. O político seria aquele que cuidaria desse espaço. A vocação política, assim, estaria a serviço da felicidade dos moradores da cidade.
Talvez por terem sido nômades no deserto, os hebreus não sonhavam com cidades: sonhavam com jardins. Quem mora no deserto sonha com oases. Deus não criou uma cidade. Ele criou um jardim. Se perguntássemos a um profeta hebreu ‘o que é política?’, ele nos responderia, ‘a arte da jardinagem aplicada às coisas públicas’.


O político por vocação é um apaixonado pelo grande jardim para todos. Seu amor é tão grande que ele abre mão do pequeno jardim que ele poderia plantar para si mesmo. De que vale um pequeno jardim se à sua volta está o deserto? É preciso que o deserto inteiro se transforme em jardim.


Amo a minha vocação, que é escrever. Literatura é uma vocação bela e fraca. O escritor tem amor mas não tem poder. Mas o político tem. Um político por vocação é um poeta forte: ele tem o poder de transformar poemas sobre jardins em jardins de verdade. A vocação política é transformar sonhos em realidade. É uma vocação tão feliz que Platão sugeriu que os políticos não precisam possuir nada: bastar-lhes-ia o grande jardim para todos. Seria indigno que o jardineiro tivesse um espaço privilegiado, melhor e diferente do espaço ocupado por todos. Conheci e conheço muitos políticos por vocação. Sua vida foi e continua a ser um motivo de esperança.


Vocação é diferente de profissão. Na vocação a pessoa encontra a felicidade na própria ação. Na profissão o prazer se encontra não na ação. O prazer está no ganho que dela se deriva. O homem movido pela vocação é um amante. Faz amor com a amada pela alegria de fazer amor. O profissional não ama a mulher. Ele ama o dinheiro que recebe dela. É um gigolô.


Todas as vocações podem ser transformadas em profissões O jardineiro por vocação ama o jardim de todos. O jardineiro por profissão usa o jardim de todos para construir seu jardim privado, ainda que, para que isso aconteça, ao seu redor aumente o deserto e o sofrimento.


Assim é a política. São muitos os políticos profissionais. Posso, então, enunciar minha segunda tese: de todas as profissões, a profissão política é a mais vil. O que explica o desencanto total do povo, em relação à política. Guimarães Rosa, perguntado por Günter Lorenz se ele se considerava político, respondeu: ‘Eu jamais poderia ser político com toda essa charlatanice da realidade... Ao contrário dos ‘legítimos’ políticos, acredito no homem e lhe desejo um futuro. O político pensa apenas em minutos. Sou escritor e penso em eternidades. Eu penso na ressurreição do homem.’ 


Quem pensa em minutos não tem paciência para plantar árvores. Uma árvore leva muitos anos para crescer. É mais lucrativo cortá-las.

Nosso futuro depende dessa luta entre políticos por vocação e políticos por profissão. O triste é que muitos que sentem o chamado da política não têm coragem de atendê-lo, por medo da vergonha de serem confundidos com gigolôs e de terem de conviver com gigolôs.


Escrevo para vocês, jovens, para seduzi-los à vocação política. Talvez haja jardineiros adormecidos dentro de vocês. A escuta da vocação é difícil, porque ela é perturbada pela gritaria das escolhas esperadas, normais, medicina, engenharia, computação, direito, ciência. Todas elas, legítimas, se forem vocação. Mas todas elas afunilantes: vão colocá-los num pequeno canto do jardim, muito distante do lugar onde o destino do jardim é decidido. Não seria muito mais fascinante participar dos destinos do jardim?

Acabamos de celebrar os 500 anos do descobrimento do Brasil. Os descobridores, ao chegar, não encontraram um jardim. Encontraram uma selva. Selva não é jardim. Selvas são cruéis e insensíveis, indiferentes ao sofrimento e à morte. Uma selva é uma parte da natureza ainda não tocada pela mão do homem. Aquela selva poderia ter sido transformada num jardim. Não foi. Os que sobre ela agiram não eram jardineiros. Eram lenhadores e madeireiros. E foi assim que a selva, que poderia ter se tornado jardim para a felicidade de todos, foi sendo transformada em desertos salpicados de luxuriantes jardins privados onde uns poucos encontram vida e prazer.

Há descobrimentos de origens. Mais belos são os descobrimentos de destinos. Talvez, então, se os políticos por vocação se apossarem do jardim, poderemos começar a traçar um novo destino. Então, ao invés de desertos e jardins privados, teremos um grande jardim para todos, obra de homens que tiveram o amor e a paciência de plantar árvores à cuja sombra nunca se assentariam.
       (Folha de S. Paulo, Tendências e Debates, 19/05/2000.)


OPINIÃO: Gostei muito da ideia embutida na frase temática "semeando novos tempos". Disso que precisamos, cidades-jardins, locais de cidadania e felicidade; Local de beleza e tranquilidade. 
Que todos os jardineiros adormecidos acordem e venham construir este novo tempo.

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Compra de voto descarada.

Vejam que belo exemplo de comportamento democrático.

Certo individuo que esta usando seu poder econômico para debutar na política municipal já mostra suas garras antes de conseguir o cargo que almeja.

Acontece que este candidato a candidato, que caiu de para-quedas em nossa cidade, resolve distribuir filantropicamente seu recursos auxiliando um time de futebol amador do meu bairro. Porém quando descobriu que eu também apoio o time, o qual sou coordenador, o pretenso político plutocrata retirou o patrocínio que estava oferecendo ao time.

O argumento usado: Não posso ajudar um time que é coordenado por alguém que não me apóia.

Quer dizer então que não era um apoio gratuito? Que estava na verdade trocando jogo de camisa por votos futuros?

Parabéns senhor candidato, já esta mostrando suas garras.

terça-feira, 22 de novembro de 2011

E o dinheiro dos Royalties afeta os sentidos...

Periferia é periferia em qualquer lugar.

EM CINCO MESES...

ABAETETUBA - DIAS 3 E 4/06/2011 -  06 PESSOAS EXECUTADAS APÓS A MORTE DE UM POLICIAL MILITAR - A POPULAÇÃO DENUNCIOU SUPOSTO ENVOLVIMENTO DE POLICIAIS MILITARES NOS ASSASSINATOS.

SANTA ISABEL DO PARÁ -(27/08/2011) -  06 PESSOAS EXECUTADAS NO BAIRRO NOVO HORIZONTE.  DOIS POLICIAIS MILITARES SUSPEITOS DE TEREM EFETUADOS OS DISPAROS ESTAO PRESOS. OUTROS CINCO PMs APONTADOS COMO PARTICIPANTES DA CHACINA, AINDA PODEM TER A PRISAO PREVENTIVA SOLICITADA.

ICOARACY - 19/11/2011 - 06 JOVENS BRUTALMENTE ASSASSINADOS COM CARACTERISTICAS CLARAS DE EXECUÇÃO.

Opinião: A visão que se tem da periferia é que gera este tipo de brutalidade. Todos os que discriminam, que acusam, que debocham, que não valorizam, que julgam as pessoas pelo lugares onde elas moram são também responsáveis pela morte dessas 18 pessoas. Todos os que aprovam a brutalidade, o tratamento desumano e a falta de respeito pela cidadania sao também responsáveis por atos como estes.

sábado, 19 de novembro de 2011

Ana Júlia e secretária são denunciadas por "improbidade administrativa"

No Diário do Pará, hoje, 19, os terríveis efeitos de uma derrota eleitoral são nítidos, não?
O juiz Elder Lisboa, da 1ª Vara de Fazenda Pública da Comarca de Belém, recebeu ação civil pública por improbidade administrativa ajuizada pelo Ministério Público estadual contra a ex-governadora do Pará, Ana Júlia Carepa (PT), e contra a ex-secretária de Educação do Estado, Iracy de Almeida Gallo Ritizmann.
O órgão ministerial denunciou a prática de improbidade administrativa pela distribuição de kit escolar (agenda, mochila, camisas) e publicação intitulada “Educação em Revista”.
Para o MP, a distribuição do kit e da publicação feriu o princípio da impessoalidade, uma vez que o material continha nomes e fotografias da então governadora Ana Júla, logotipos e slogan da gestão governamental, elogios à Administração Pública estadual, símbolos e/ou imagens que seriam caracterizadores da promoção pessoal de autoridade do Estado.
O MP pediu, dentre outros pontos, o ressarcimento dos danos causados aos cofres públicos.
O magistrado recebeu a ação considerando a existência de “farto conjunto probatório juntado por parte do Órgão Ministerial”, e determinou a citação das rés para apresentarem resposta às acusações no prazo legal. (Ascom/TJPa)
 
OPINIAO DO BLOG: E apenas mais um exemplo da incompetencia petista de governar.

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Dirceu aplaudido pela Juventude Petista.


"Mas é isso que é a juventude que diz que quer tomar o poder?"

 Um grupo que tem coragem de aplaudir de pé um cidadão que protagonizou o maior escandâlo de corrupção da historia deste país realmente me assusta.
Vê que a juventude petista sauda um corrupto como "guerreiro do povo brasileiro" me traz uma preocupação com a ideologia que eles defendem.
Guerreiro de quem? Guerreiro contra quem?
Dirceu é o mais belo exemplo de como o poder descaracteriza os despreparados. Dirceu é o exemplo maior de como se pode manipular as massas através de um discurso cheio de parenteses e reticências.
Dirceu responde a processo no STF por suposta participação no Mensalão.
Como uma juventude que se diz herdeira dos ideários de esquerdistas históricos de tantos que ousaram se levantar contra o regime ditatorial, que foram torturados, que foram perseguidos e mortos agora tem coragem de reverenciar este cidadão.
É esta a juventude que resta?
Não existe mais uma ideologia real a se defender?

Por falta de ideal só resta aplaudir corruptos?

Veja a FICHA CORRIDA DO DIRCEU:
Durante seu depoimento sobre o mensalão, em 14 de junho de 2005, Roberto Jefferson ordenou ao então ministro José Dirceu: “Rápido! Sai daí rápido, Zé!”. Despejado da Casa Covil, perdão, Civil, dias depois, Dirceu teria seu mandato de deputado federal cassado em dezembro.
Passados seis anos, Dirceu se diz inocente e se faz de vítima de uma vingança política da oposição, mas não é bem isso que consta na denúncia apresentada em 30 de março de 2006 pelo então procurador-geral da República, Antonio Fernando de Souza, encampada quase integralmente no ano seguinte pelo ministro Joaquim Barbosa, do STF.
José Dirceu foi acusado de formação de quadrilha, peculato e corrupção ativa. Somadas as penas previstas para cada delito, pode ser consnado de cinco a 27 anos de xilindró. É pouco!

Casados com o poder.

Após juras de amor entre ambos finalmente chegaram a uma descisao.
Dilma prometeu amá-lo, respeitá-lo e mantê-lo seja no Trabalho, na Saúde ou na Pesca

Veja história na integra.
BRASÍLIA – Segundo boletim médico liberado pelo Planalto, logo após ouvir a declaração de amor do ministro do Trabalho Carlos Lupi, feita em rede nacional, a presidenta Dilma foi acometida de palpitações e calores generalizados. Semi-desfalecida, a presidenta convocou as ministras Ideli Salvatti e Gleisi Hoffman, além de sua mãe. Depois de uma demorada conversa, na qual houve choro, a primeira mandatária confessou ao grupo que também acalentava sentimentos complexos em relação a Lupi.
Horas depois, em entrevista ao vivo no Jornal da Globo, Dilma batucou um refrão do Raça Negra: “O amor faz a gente enlouquecer / faz a gente dizer coisas / Pra depois de arrepender/ Mas depois, vem aquele calafrio / E o medo da solidão faz perder o desafio”. Findo o último verso, a presidenta piscou para a câmera e sussurrou: “Lupito, essa é para você”. A seguir, fez um coração com as mãos.
Pela manhã, os dois enamorados se encontraram no Parque da Cidade,  bucólico jardim no Rio de Janeiro conhecido por gerações de noivos que ali registram as fotografias de seus enlaces amorosos. Repórteres presentes à cena informaram que os dois chegaram num Monza azul, Dilma guiando e Lupi no banco do carona. Em comentário chistoso, o ministro confidenciou a um cinegrafista da RedeTV! que lhe parecia algo exagerada a quantidade de laquê do penteado presidencial.
Seguiram-se as belas formalidades. Vestido em trajes búlgaros, Lupi abriu uma caixa com a logomarca da Vale do Rio Doce e de lá sacou duas alianças de ouro. Com olhar republicano fixado na presidenta, pôs-se então a solfejar: “Esse metal precioso foi garimpado no coração do Brasil com o suor de trabalhadores qualificados por ONGs de inclusão social. Aceite esse sacrifício de nosso povo e sele de uma vez por todas a nossa eterna aliança”. Os assessores próximos à cena não contiveram a emoção ao registrar a resposta de Dilma: “Aceito, mas você terá de pedir minha mão para mamãe”.
Os dedos carmesins do crepúsculo mal avançavam sobre o céu fluminense quando decidiu-se marcar as bodas. Michel Temer ligou para exigir que todos os padrinhos sejam vinculados ao PMDB. O partido, que também ficou responsável pela organização da cerimônia, estabeleceu convênios com doze ONGs que irão coordenar todos os aspectos do núbil evento. “Compramos dezoito sacos de arroz para atirar sobre os noivos, e conseguimos fechar o contrato em prestações de R$ 3 milhões”, explicou o vice-presidente.
Aturdido com a notícia, Edison Lobão prometeu recorrer ao STF para anular o casamento

publicado na Revista Piauí

Ocupação da Rocinha

Devaneios Delirantes.

 

delirar

Significado de Delirar

v.i. Cair em delírio, dizer palavras sem nexo.
Falar repetida e irrefletidamente.
Exaltar-se.
Entusiasmar-se.
Não caber em si de contente.

Sinônimos de Delirar

Delirar: desvairar, desvariar, devanear, tresvariar e variar

Definição de Delirar

Classe gramatical de delirar: Verbo intransitivo
Tipo do verbo delirar: regular
Separação das sílabas de delirar: de-li-rar
Possui 7 letrasPossui as vogais: a e iPossui as consoantes: d l rA palavra Delirar escrita ao contrário: rariled

Conjugação do verbo delirar

Tipo do Verbo: regular
Infinitivo: delirar
Gerúndio: delirando
Particípio Passado: delirado

 

OPINIÃO DO BLOG: Esta foi a unica forma de expressar minha interpretação da postagem de um blogueiro izabelense que nao consegue ver a lógica da triparticao dos poderes em nossa "Republica Paraense".

Este Blogueiro insinua que o poder executivo está influenciando diretamente nas descisoes do poder judiciário.

Claro que é porque o judiciário Julgou abusiva a greve dos professores e isso nao agradou o blogueiro . Caso realizasse uma analise mais racional viria que o direito de greve dos professores conflita com o direito dos alunos das escolas estaduais de terem aulas.

É obrigação do governo estadual defender os interesses dos alunos e se a negociação nao obteve resultado positivo, a justiça é um uso legitimo do Estado democrático de direito, é bom ressaltar o governo acionou a justiça, nao decidiu nada por ela. Quem julgou o mérito foi o Juiz Natural.

Agora, acusar uma relação promiscua entre judiciario e executivo é pouco inteligente.

Comparar o governo de Simão Jatene, que segundo pesquisa, é avaliado positivamente pelo moradores do Pará, com o ditador Hugo Chaves é de um Devaneio tolo.

 

domingo, 13 de novembro de 2011

POVO PAGA O PATO DA FESTA DO FRANGO

Acompanhei o primeiro AVEFEST e fiquei muito empolgado com a idéia. Finalmente o setor produtivo de Santa Izabel teria uma vitrine local para expor sua produção. Mesmo achando, já naquela época, que o evento seria para os grandes produtores ou mesmo para os pequenos que sofrem uma dominação predatória dos grandes abatedouros de aves.
Agora com o advento do II AVEFEST percebemos a descaracterização da idéia inicial por dois motivos que vou abordar aqui. Primeiro para uma feira ser considerada produtiva ela precisa ser, acima de tudo, uma oportunidade de negócio para os produtores. É a chance de atualizar-se com novas técnicas, com novos equipamentos, contatar fornecedores e consumidores dos produtos, enfim, o sucesso da feira será medido pelo volume de recursos movimentados.
Segundo motivo: A feira deve ser gratuita, promovendo livre acesso para clientes, fornecedores, produtores, expectadores. A partir do momento que passa-se a cobrar o acesso a festa perde seu carater de feira, de promoção de negócios e passa ter um outro carater financeiro, nem que seja para pagar os custos. O que para mim é o cumulo do absurdo, você para movimentar a feira traz cantores e aparelhagens que vai atrair o publico que nao tá nem ai para a idéia da feira. O que acaba gerando custos, que darão lucros aos promotores dos eventos e pode deixar os produtores longe dos seus objetivos.

Então surge a pergunta: para que investir em algo que vai descaracterizar a feira? Será que o objetivo é promover a velha politica do "Pão e Circo" ? Gerar distração para o público? Promover o pré-candidato do Prefeito?

PRIVATIZAÇÃO DA PRAÇA PÚBLICA.
Para mim a idéia de promover o candidato do prefeito é tão explicita que o gestor municipal privatizou a praça pública, mesmo que temporariamente, cedendo o direito de todos os izabelenses de circularem pelo logradouro público para uso particular e com fins lucrativos de um determinado grupo. Isso é fato porque a praça estará fechada nos dias do AVEFEST. Quem zelará pela integridade deste patrimônio? Quem deu o direito ao prefeito de fazer tal concessão já que o bem púbico tem por fundamento ser INDISPONÍVEL ou seja, o prefeito nao pode fazer uso arbitrário de um bem coletivo. Participo das maiores feiras do estado do Pará (Redenção, Marabá, Paragominas) e ainda nao presenciei tamanha barbaridade.

Dizem que se você der o deserto do SAARA para um prefeito incompetente governar, em menos de quatro (04) anos vão estar importando areia para o deserto.

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Questionamentos sobre a criação do Carajás e Tapajós.

1.      A quem interessa a divisão político-administrativa do Pará?
Interessa a todos que querem o desenvolvimento de toda a região. Pois, convém a todos melhorar a governabilidade, reforçar nossa presença na Amazônia. O governo do Pará terá mais infraestrutura, modernização de governo, e mais dinheiro para investir e atender melhor a população.

    2.      Mas por que interessaria ao Pará essa divisão?
    Os maiores beneficiados serão os habitantes do Pará. Melhora o governo, fortalece o funcionalismo estadual. É a oportunidade de o governo paraense acelerar o desenvolvimento humano e econômico do estado. Fazer a reforma administrativa e remunerar melhor todos os funcionários, civis e militares. Diminuir o déficit fiscal que em 2010 foi de R$ 110 milhões. O governo estadual pagou R$ 450 milhões de dívidas e contraiu mais R$ 756 milhões de novas dívidas. Sua capacidade de investimentos diminui ano após ano. Então, precisa fazer o ajuste de suas contas públicas. Sair da situação deficitária e pagar o serviço da dívida. E isso será possível com a criação dos novos estados.

3.      Como a divisão do estado permitiria o governo do Pará equilibrar seu orçamento?
    Os novos estados assumirão36% da população do Pará ou 2,7 milhões de pessoas. Isso representa grande economia de gastos para o governo paraense.Haverá redução da sua folha de pagamentos sem haver demissão. Mais de 5 mil servidores serão assumidos pelos novos estados. Fará economia de R$ 1,5 bilhão que é o gasto do governo paraense nas regiões que serão emancipadas (SEPOF/IDESP, 2010). Esse dinheiro todo permitirá ao governo paraense sair da condição de deficitário para superavitário e ainda aumentará sua capacidade de investimento em mais de R$ 1 bilhão. Dinheiro que o governo paraense poderá dispor e investir na saúde, educação e segurança pública da região metropolitana de Belém, Marajó, Guajarina, Salgado e Bragantina hoje com os piores índices de desenvolvimento humano (IDH) do Brasil. A elite dirigente do Pará precisa refletir melhor sobre essa excelente oportunidade.

4.      O IPEA considera os estados de Carajás e Tapajós inviáveis financeiramente?Isso não é verdade. Um órgão do governo federal não pode ter posicionamento político. Estão se aproveitando de uma especulação econométrica de um funcionário do IPEA.Ele postou sua opinião no site desse órgão como um breve estudo “para discussão” chamado“Custos de funcionamento das unidades federativas brasileiras e suas implicações sobre a criação de novos estados.” E o IPEA declarou que:“As opiniões emitidas nesta publicação são de exclusiva e inteira responsabilidade do(s) autor(es), não exprimindo, necessariamente, o ponto de vista do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada.” Conforme consta do site: http://www.ipea.gov.br/sites/000/2/tds/TD_1367.pdf.

5.      Então é verdade que os estados de Carajás e Tapajós terão viabilidade financeira?Sim. Segundo dados dos órgãos do Pará (SEPOF/IDESP) o governo gastou, em 2010, no custeio da máquina administrativa estadual na região de Carajás R$ 840 milhões e na de Tapajós, R$ 433 milhões. O Estado de Carajás terá orçamento estimado de R$ 5,8 bilhões, ou seja, mais de sete vezes o gasto do governo do Pará nessa região. O Estado de Tapajós terá orçamento de superior aR$ 4 bilhões, mais de nove vezes o que vem recebendo do governo paraense.

6.      Como ficará a economia do Pará após a criação dos novos estados? Segundo afirmam fontes do governo paraense (SEFA/IDESP, 2010), o Pará vai ficar com 66% do ICMS, o principal imposto do estado. Ficará também com mais de 55% do PIB estadual, que é a soma de todas as riquezas, segundo o IBGE. Portanto, ficará com mais da metade da riqueza do estado.

7.      O desmembramento do Pará resultará em três estados pobres? Não. Estudos aprofundados de finanças públicas indicam que os três terão mais desenvolvimento. Assim aconteceu com São Paulo e Paraná, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, Goiás e Tocantins. Todos prosperaram. Com a criação dos estados de Carajás e Tapajós haverá um incremento de cerca de R$ 3 bilhões na receita regional resultando num FPE- Fundo de Participação dos Estados, para o atual território do Pará, da ordem de R$ 6 bilhões. Onde existe apenas um FPE, passará a ter três. Em 2010, o FPE total do Brasil foi de R$ 52 bilhões, o do Pará R$ 2,9 bilhões e a média dos estados do Norte do Brasil R$ 1,7bi.

8.      O Pará, que possui uma grande área territorial, será muito prejudicado com a criação dos novos estados? A área do novo Pará será ainda maior que a de 12 estados do Brasil, e quatro vezes maior que o estado do Rio de Janeiro, o segundo mais rico do país. Desenvolvimento é ter uma população com altos índices de educação, economia com moderna industrialização e não tamanho de território. O Japão é um país pequeno e rico. Investiu na educação do seu povo. Modernizou a industrialização. Os Estados Unidos, um país grande e rico. É também muito industrializado e seu povo dispõe de excelentes escolas e universidades. Abaetetuba é maior que o município de São Paulo. A cidade de São Paulo (com R$ 357 bilhões de riqueza em 2008) é mais rica que todos os sete estados do norte do Brasil, juntos (com R$ 154 bilhões). O Pará ficará com toda orla marítima do estado, que além de ser fonte de turismo abriga portos de exportação e tem indícios de ocorrência de petróleo e gás.

9.      Com a criação dos novos estados o Pará perderá seus grandes projetos (Tucuruí, Belo Monte e as minas de Carajás)? Esses projetos praticamente já não pertencem ao estado do Pará, vez que são federais ou privados e contribuem muito pouco para os cofres dos estados. Por exemplo, a energia gerada pela hidrelétrica de Belo Monte será praticamente toda vendida a outros estados do Centro-Sul, como já vem acontecendo com a energia gerada pela usina de Tucuruí. Entretanto, a maior parte do seu imposto ou ICMS é recolhida nos estados consumidores e não no Pará. Por sua vez, o minério exportado pela empresa Vale é isento do ICMS por força da Lei Kandir. Provavelmente, os supermercados em Belém pagam mais ICMS que esses grandes projetos.

10.  E as empresas e a população paraenses o que têm a ganhar com a criação dosnovos estados? As empresas paraenses terão oportunidades de abrir filiais e estabelecer negócios nos dois novos estados no ramo de construção civil, atacadistas, informática, comunicação, advocacia, segurança, limpeza, assessoramento, etc. Serão abertos mais de 35 mil concursos públicos, estaduais e federais, com oportunidades para milhares de jovens paraenses, bem como milhares de novas vagas nas universidades e instituições federais.

11.   Quais os ganhos da região Norte com os novos estados? Os novos estados se constituem no maior projeto de desenvolvimento da Amazônia. Criam milhares de oportunidades. Milhares de empregos públicos e privados. Grandes oportunidades de negócios se abrirão para empresários da região. O Norte aumenta sua representação política no congresso nacional. Seu poder para carrear novas verbas federais para a construção de rodovias pavimentadas, pontes, hospitais, escolas, redes de energia se robustece. O Norte terá mais força para exigir a conclusão da hidrovia Araguaia-Tocantins e a urgente pavimentação das rodovias BR-230 (Transamazônica) e da BR-163 (Cuiabá-Santarém), pendentes a mais de 40 anos.

12.   A criminalidade, os conflitos no campo e os desmatamentos irregulares não vão aumentar com a implantação dos novos estados? O desrespeito às leis prospera onde o Estado não se faz presente. É através dos órgãos de fiscalização que se combate os crimes e a impunidade. A lei e a ordem pública são atribuições do Estado. Vejam o exemplo positivo da região “Bico do Papagaio”, no Tocantins. Antes da criação desse estado os conflitos agrários e a criminalidade ali eram frequentes e ocuparam as manchetes internacionais. Hoje, essa região está pacificada pela presença das autoridades públicas e saiu das páginas policiais.

13.   E a situação dos funcionários públicos paraenses, civis e militares, lotados nos novos estados, como ficará? Como exemplo mais recente, no Tocantins, os funcionários públicos que fizeram opção pelo novo estado tiveram assegurados seus direitos trabalhistas, tais como tempo de serviço, progressão e estabilidade funcional além de terem sido premiados com a redução de dois anos na contagem do tempo para efeito de aposentadoria.

14.   Como ficará a situação dos inativos ou aposentados do Pará? Eles continuarão recebendo normalmente seus benefícios do Instituto de Gestão Previdenciária do Estado do Pará – IGEPREV para o qual contribuíram. São direitos adquiridos e assegurados por lei.Atualmente esse Instituto tem um Fundo previdenciário de R$ 1,2 bilhão em aplicações com rentabilidade de cerca de R$ 2,3 milhões/ano. Tem aporte de aproximadamente R$ 600 milhões/ano o que demonstra sua saúde financeira. Entretanto, os novos estados vão absorver mais de 5 mil servidores paraenses que estão lotados nas regiões de Carajás e Tapajós o que vai aliviar a carga previdenciária e proporcionar mais rentabilidade para o IGEPREV.

15.   O que acontecerá com o campus universitário e os alunos da UEPA nas regiões emancipadas? As instalações dessa universidade estadual nessas regiões serão assumidas pelos novos estados. Que podem transformar a instituição numa nova universidade estadual ou federalizá-la. Vão assegurar a estabilidade funcional do corpo docente e a situação acadêmica dos seus universitários sem prejuízo algum para ambos, podendo até melhorar.

16.   E as dívidas do governo do Pará nas regiões emancipadas, quem vai pagar? As dívidas referentes a investimentos realizados pelo governo paraense nos novos estados, certamente serão tratadas com os novos governantes como aconteceu com o desmembramento de Goiás e Tocantins.

17.  Como ficará a cultura, a bandeira e o hino do Pará? Tanto a bandeira quanto o hino paraenses continuaram exatamente os mesmos. Nada mudará. O Pará continuará a ser destaque nacional por sua cultura e costumes, e admirado pela generosidade e hospitalidade de sua gente. Sua estrela continuará no alto da bandeira nacional. E duas novas, surgirão no cenário celeste do Brasil.

18.  Os movimentos pela criação dos Estados de Carajás e Tapajós são iniciativas de forasteiros?Isso é xenofobismo e preconceito.Somos brasileiros. Mas, segundo o jornal Correio do Tocantins, de Marabá, a primeira manifestação pública de maior vulto em prol do Carajás aconteceu entre 14 e 15 de fevereiro de 1989, durante o 1° Encontro dos presidentes de câmaras municipais do sul do Pará, articulado pelo vereador Miguel Gomes Filho que é de Marabá e o responsável por sugerir o nome de Carajás ao novo Estado. O primeiro Projeto de Decreto Legislativo do Estado de Tapajós, de 1991, é de autoria do deputado federal Hilário Coimbra que é natural de Santarém. O presidente da frente pró-Carajás, o deputado estadual João Salame é de Marabá e o presidente da frente pró-Tapajós, o deputado federal Lira Maia, é de Santarém. Os deputados Tião Miranda e Parcifal Pontes também são paraenses que apóiam a criação do Carajás.

19.  A criação dos estados de Carajás e Tapajós é uma mera ambição dos políticos por mais cargos? Em verdade teremos 1 governador, 3 senadores, 8 deputados federais e 24 deputados estaduais, somando ao todo 36 cargos eletivos-políticos, para cada estado. Vão administrar os novos estados e conquistar mais recursos federais para o desenvolvimento regional. Vivemos uma democracia-representativa e não um totalitarismo. O lado positivo são os concursos públicos para mais de 10 mil professores, mais de 2 mil médicos, mais de 2 mil policiais, delegados, juízes, promotores, defensores públicos, advogados, biólogos, dentistas, agentes de saúde, engenheiros, veterinários, administradores, contadores, jornalistas, que as escolas superiores formam todo ano. Além daqueles funcionários de diversas formações para atender as necessidades da população dos novos estados. Novas oportunidades, a vida continua.
20. A criação dos estados de Carajás e Tapajós interessa apenas aos políticos corruptos? Uma pesquisa do instituto Vox Populi, realizada entre 18 e 22 de junho desse ano, publicada pelo jornal O Liberal, indicou que muitos paraenses honrados são favoráveis a essa ideia.Eles não podem ser chamados de corruptos. Além disso, a criação dos novos estados vai abrir chances para a renovação de lideranças políticas sem os vícios que todos nós reprovamos. Mas precisamos reconhecer, por outro lado, que existem pessoas e políticos sérios e bem intencionados em defesa desse ideal.
21. Aprovados os novos estados de Carajás e Tapajós, que providencias serão tomadas depois? Após a realização do plebiscito, se favorável, o resultado será enviado à Assembleia Legislativa paraense para opinar, consultivamente. Em seguida, como projeto de Lei Complementar, este tramitará no Congresso Nacional para homologação e depois será despachado para a presidenta Dilma Rousseff que poderá vetar ou não a proposta.

Dicionário dos Ministros da Dilma.

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Desemprego: O ministro do trabalho corre o risco de perder o emprego.


Mais um ministro do (des) governo da Presidenta Dilma corre o risco de perder o emprego. O motivo todos já sabem: esquemas de corrupção. O ministro nao foi diretamente citado, mas subordinados dele estao envolvidos diretamente com a cobrança de propinas de ongs para terem recursos liberados.  O ministro, como os outros que já cairam, usa a mesma desculpa da cartilha dos aliados "nao tenho nada com isso" " Meu nome esta sendo atacado pela imprensa".
O que chama a atenção em mais este escandalo é o denunciante: outra vez a revista VEJA faz o papel que deveria ser do Estado - auditar, fiscalizar, denunciar. Onde esta a controladoria geral da união? Complacente ou incompetente?

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Gafe ou Proposital? No Blog do Bruno Marques

No Blog do Bruno Marques

 

INJUSTIÇA

Temos a sensação de que vivemos em um Estado ditatorial. O Estado do Pará em seus poderes executivo e judiciário afrontam o Estado Democrático de Direito, o juiz Elder não fez cumprir decisão do STF favorável aos professores e o MP estadual, relembrando a ditadura, tenta por na cadeia os dirigentes sindicais.

Essa é a faceta do governo tucano que eu mais temia, a do autoritarismo.
 
 
Opinião: Já vi muitos advogados dizerem "Determinação judicial nao se discute. Cumpre-se. Questiona-se judicialmente"
Dizer que o Poder judiciário e executivo atentam contra o estado democrático de direito é o mesmo que dizer que o oxigenio atrapalha a respiração.
Dizer que um dirigente sindical nao pode ser preso porque isso lembra a ditadura é exagero. Em um estado democratico de direito todos sao iguais perante a lei. E mesmo um sindicalista deve obedecer uma ordem judicial.
Atrelar a descisao judicial (poder judiciário) aos interesses do governador (executivo) isso sim é um atentado a democracia, uma descrença em nosso sistema tripartide, ou no minimo, uma atividade planejada para desestabilizar o governo.
Caro Bruno, a descisao judicial é independente. Cabe ao sindicato cumpri-la. Assim como cabe ao governador atuar para defender os interesses de milhares de jovens que estao sem aula.

domingo, 6 de novembro de 2011

Sobre a divisão do Pará - Reflexões


Em uma semana no Sul do Pará, passando pelas cidades de Marabá, Xinguara e Redenção, Três importantes cidades da região pude comprovar que o grupo de divisionistas já colocou seu bloco na rua. A campanha é visivel nos carros adesivados, nas pinturas em muros, nas faixas de apoio, e principalmente nas empresas que estão unidas pela divisão (trocadilho inevitavel). O simbolo da divisão (acima) está visivel em muitos lugares.
As pessoas falam da certeza do voto pela divisão e pude perceber uma certa hostilidade nas perguntas que me eram direcionadas por alguns: Você é a favor da divisão? Você como "de lá" é a favor da separação do estado? Minhas respostas foram baseados no que acredito: sou a favor do desenvolvimento da região, do fim das desigualdades e do progresso para todos.
Porém questiono: a divisão trará este progresso esperado por todos e para todos?  Não acredito em ilusões e nem em progressos instantâneos. É preciso que este povo que se une para votar pela divisao, independente do resultado do plebiscito, possa continuar unido para lutar pelo progresso da região, continue ela no Pará, ou como novo estado.

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Lição de humildade para blogueiros.

O que é a modéstia senão uma humildade hipócrita,
através da qual um homem pede perdão por ter as qualidades
e os méritos que os outros não têm?

– Schopenhauer –

Os arrogantes e inteligentes não precisam, pois sabem seus limites. O resto de nós precisa desses “reality checks” de vez em quando.
Quando você começa a ouvir (e falar muito) na “Blogosfera brasileira”, quando blogs começam a ser discutidos como se ao invés de um computador o blogueiro se comunicasse com o leitor com um arbusto em chamas, quando seus posts começam a ter epígrafes, quando você começa a citar a si mesmo, é hora de descer do pedestal.
A questão central, em minha opinião, é que:
“(…) Necesitamos tener consciencia de que no sólo grandes poderes traen grandes responsabilidades. Pequeños poderes también.”
Um blog é, antes de tudo, um pequeno poder. Sim, Virginia, nossas responsabilidades são grandes mas nós somos insignificantes. Os blogs não vão mudar o mundo enquanto o mundo não tomar conhecimento de sua existência. Hoje ainda dependemos da mídia tradicional, uma menção no Fantástico vale mais que qualquer primeira página do Google. parafraseando o Grande Líder, “Blogs são marginais. Pouca gente lê, pouca gente respeita“.
Escrever para um blog nem de longe é tão significativo para o grande público quanto escrever um livro. Um podcast não traz 10% do status de ter um programa de rádio. mesmo que o livro e o programa atinjam menos de 10% da audiência do blog e do podcast.
Isso quer dizer que o blog não vale à pena, que devemos abandonar tudo e procurar um espaço na mídia “de verdade?”
Por Xenu, claro que não! Só precisamos entender que blog é uma mídia recém-nascida, ainda não compreendida no Brasil, e que nossa penetração é mínima. Ainda falamos mais para nós mesmos do que para qualquer outro.
Para que eles se tornem acessíveis E respeitados, precisamos dessa consciência. Não somos profetas, não somos donos da verdade, e nossa mídia não é melhor nem pior do que qualquer outra. No máximo ela é diferente.
Se você está em um surto messiânico, se achando o Rei da Blogosfera, a melhor técnica para voltar ao chão é ver como o Brasil ainda é pequeno. Entre na página de estatísticas do BoingBoing, veja o que é um blog de verdade, em termos de visitas, banda, hits.
Melhor agora? Entendeu que somos uma titica de galinha choca etíope subnutrida comparados com um blog DE VERDADE? Comigo funciona…
Agora que você não se acha mais a reencarnação do filho secreto de jesus com buda, alterado cirurgicamente para se parecer com Donald Trump e criado por maomé, volte ao trabalho e invista no seu blog, com menos vapor e mais informação. O problema é se ACHAR grande. Ser pequeno não faz mal. 

Publicado em http://www.contraditorium.com/